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Odebrecht critica prisão "ilegal e arbitrária" do presidente

Construtora brasileira contra prisão preventiva de Marcelo Odebrecht.
25 de Julho de 2015 às 21:17
Marcelo Odebrecht foi transferido para o Complexo Médico-Penal estado de Curitiba
Marcelo Odebrecht foi transferido para o Complexo Médico-Penal estado de Curitiba FOTO: D.R.
A construtora brasileira Odebrecht, envolvida no escândalo de corrupção da petrolífera estatal Petrobras, classificou como "ilegal e arbitrária" a nova ordem de prisão preventiva emitida contra o seu presidente, Marcelo Odebrecht, transferido este sábado para uma prisão.

Marcelo Odebrecht e outras 22 pessoas foram formalmente acusados na sexta-feira pela procuradoria-geral do Brasil de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, o que, segundo a construtora, assinala "o início do trabalho da defesa".

"A partir de agora, os advogados poderão conhecer as alegações imputadas aos executivos investigados e também será possível analisar o conjunto de documentos apresentados pela acusação, o que finalmente viabilizará o devido exercício do direito à defesa", sublinhou a Odebrecht em comunicado.

Marcelo Odebrecht estava preso desde junho numa cela das instalações da Polícia Federal de Curitiba, no estado de Paraná, e este sábado foi transferido para o Complexo Médico-Penal do mesmo estado.

"Alegações não justificam manutenção da prisão"
A empresa de construção civil precisou que as alegações da procuradoria-geral, feitas "de forma mediática e escandalosa", não justificam, "em nenhuma hipótese", a manutenção da prisão "ilegal e arbitrária" de Marcelo Odebrecht e mais quatro antigos executivos da firma.

"Muito menos justificam o surpreendente decreto de nova prisão preventiva com a revogação da anterior, num claro movimento para anular os efeitos dos pedidos de 'habeas corpus' junto do Tribunal Superior de Justiça", acrescentou a Odebrecht.

O juiz Sérgio Moro, do tribunal penal federal de Curitiba e responsável pelas investigações do caso de corrupção na Petrobras, emitiu na sexta-feira uma nova ordem de prisão preventiva do presidente da empresa e os quatro ex-dirigentes devido ao surgimento de "novos factos" incriminadores.

Suíça investiga construtora
Esta semana, o ministério público da Suíça incluiu a Odebrecht nas investigações que a procuradoria-geral está a conduzir para esclarecer a corrupção na Petrobras, a maior empresa do Brasil e responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Perante este novo capítulo, a Odebrecht precisou que "procurará todos os esclarecimentos junto das autoridades competentes do dito país para que os factos sejam devidamente investigados".

"Enquanto o Ministério Público da Suíça procura informação para expandir as suas investigações, no Brasil, os procuradores tratam os mesmos dados como se se tratasse da verdade absoluta", argumenta a construtora, uma das mais importantes do país.
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