Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

“Olhei para trás e estava a arder”

"Ele quis matar-me. Sem sombra de dúvida", afirmou ontem em tribunal uma mulher que foi regada com gasolina e incendiada pelo marido na EN342, entre Miranda do Corvo e Lousã.
21 de Janeiro de 2011 às 00:30
Joaquim Monteiro (de perfil), ontem à saída no Tribunal da Lousã, onde recusou prestar declarações
Joaquim Monteiro (de perfil), ontem à saída no Tribunal da Lousã, onde recusou prestar declarações FOTO: Ricardo Almeida

Fernanda Monteiro, de 34 anos, ainda não tinha recuperado do choque do embate do jipe do marido, Joaquim Monteiro, no ligeiro que conduzia, quando ficou em chamas. "Estava de costas para ele, debruçada sobre o carro, e nem me apercebi que fui regada com gasolina. Senti calor e quando olhei para trás estava toda em chamas. Tinha o cabelo e o casaco a arder", contou a vítima ao colectivo de juízes que julga o marido, de 39 anos, por tentativa de homicídio qualificado.

Fernanda Monteiro ainda correu para "tentar apagar" o fogo e foi salva por um condutor que "abafou as chamas com um cachecol". O momento em que Joaquim Monteiro pegou fogo à mulher foi testemunhado por outros condutores. "Ele tirou uma garrafa de plástico do bolso e esguichou gasolina para cima da dona Fernanda e acendeu o fogo com um isqueiro", recordou uma testemunha. Depois esperou pela GNR.

Ontem, o arguido recusou prestar declarações, mas a irmã lembrou como ficou "transtornado" ao confirmar que a mulher tinha um novo companheiro. Antes de saber, ainda a tentou reconquistar com um anel em ouro.

MIRANDA DO CORVO TENTATIVA DE HOMICÍDIO EN342 LOUSÃ JULGAMENTO FOGO
Ver comentários