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Correio da Manhã

Portugal
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Onda de assaltos revolta moradores

Os prédios da Avenida Fernão Magalhães, em Coimbra, têm sido alvo de uma onda de assaltos, que provocou um clima de insegurança e medo nos proprietários de escritórios, comerciantes e residentes. Um abaixo-assinado, subscrito por 853 pessoas, foi entregue no Governo Civil, Câmara Municipal e PSP.
20 de Março de 2006 às 00:00
Manuel Teixeira foi assaltado duas vezes nas últimas semanas
Manuel Teixeira foi assaltado duas vezes nas últimas semanas FOTO: Carlos Jorge Monteiro
“Os roubos acontecem todos os dias. Já foram mais de 30 desde o final de Fevereiro”, lamentou Manuel Teixeira, técnico oficial de contas e primeiro subscritor do abaixo-assinado. Diz estar em causa “a segurança e a tranquilidade das pessoas e a preservação dos seus bens”.
Depois de escalarem pelas traseiras, os assaltantes entram nos edifícios e invadem as casas, escritórios, lojas e instituições públicas, furtando material informático – os computadores portáteis de dois magistrados do Tribunal de Família e Menores estão na lista de furtos – e dinheiro.
A onda de assaltos é associada ao estado em que se encontra uma antiga fábrica, nas traseiras da Avenida Fernão Magalhães, “devoluta e frequentada por toxicodependentes e prostitutas”.
“A máquina dos preservativos, por exemplo, está mais vezes fora de serviço do que a funcionar”, referiu o farmacêutico Nuno Simões, queixando-se dos actos de vandalismo na zona. Manuel Teixeira, assaltado duas vezes nas últimas semanas, diz que “muita gente tem medo de sair à noite”.
Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, sublinhou ser “útil reforçar o policiamento de saturação” na zona, uma das mais movimentadas da cidade, encontrando-se as autoridades a avaliar a evolução da criminalidade. Uma nova reunião com a PSP ficou agendada para o início de Abril.
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