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Correio da Manhã

Portugal
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Onda de calor arrasta insectos

A vaga de calor que ontem registou temperaturas máximas de 37,4º em Alcácer do Sal, 36,4º em Coruche e 36,1º na Anadia fez com que nuvens de insectos surgissem em várias partes do País.
28 de Maio de 2006 às 00:00
Milhares foram para a Costa de Caparica onde a temperatura máxima foi 35,6 graus
Milhares foram para a Costa de Caparica onde a temperatura máxima foi 35,6 graus FOTO: Tiago Vicente
Em cidades do Centro, como Leiria e Viseu, milhões de borboletas procuraram a todo o custo locais frescos. Em Lisboa, junto ao Rio Tejo e também na Costa de Caparica (35,6º) foi a vez dos mosquitos que fizeram a vida negra aos milhares de banhistas que procuraram enfrentar o calor com um banho fresco no Atlântico.
“Estava impossível de manhã. Fui para a praia de S. João mas eram tantos insectos que optei por vir embora”, disse Fátima Cardoso, doméstica, residente em Lisboa.
Também para o casal de namorados José Gonçalves e Stela Martins a praia durou apenas 20 minutos. “Era impossível estar na areia, perante a quantidade de mosquitos”, referiu a jovem.
O Verão antecipado com temperaturas próximas dos 40º tem origem numa frente de ar quente e seco proveniente de Leste. Segundo as previsões do Instituto de Meteorologia, o calor vai manter-se até amanhã.
Perante os perigos do Sol, a Direcção-Geral de Saúde e o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil repetem os avisos sobre a necessidade de evitar a exposição directa ao sol, sobretudo idosos, doentes e crianças.
Com 33,6º, Lisboa voltou ontem a ser a capital mais quente da Europa. Em Leiria o termómetro subiu aos 35,4º e em Coimbra 34,5º.
MILHÕES DE BORBOLETAS EM LEIRIA
Nas cidades de Leiria e Viseu as pessoas foram obrigadas a fechar portas e janelas de casas e estabelecimentos comerciais, para impedir que fossem invadidos por milhões de borboletas.
Os insectos concentravam-se, sobretudo, nos locais mais frescos, como entradas de prédios e arvoredo. Nalguns momentos formavam-se nuvens de borboletas.
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