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Correio da Manhã

Portugal
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ONDA DE ROUBOS AFLIGE ALUNOS DO PEDRO NUNES

Os alunos da Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, têm sido alvo, durante as últimas semanas, de uma onda de roubos. Grupos de jovens, normalmente de etnia cigana, coagem os estudantes à saída do estabelecimento de ensino da zona da Estrela, despojando-os dos seus bens.
2 de Dezembro de 2003 às 00:30
O conselho executivo da escola prefere não criar alarmismos, enquanto a PSP alega não conseguir ter agentes, em permanência, a vigiar os alunos.
Apesar de nunca ter sido alvo de nenhum destes roubos, João Malinar, de 15 anos, está a par de histórias de colegas que já foram abordados pelos assaltantes. “Há pessoas que, em especial ao fim da tarde, quando saem das aulas, já foram ameaçados por esses grupos. E quando são cinco ou seis contra um, nada se pode fazer”, referiu o jovem aluno do ‘Pedro Nunes’.
A presidente do conselho executivo do estabelecimento de ensino, Carminda Henriques reconhece a existência de “situações pontuais, em que a segurança dos alunos é posta em causa”, acrescentando: “As perdas resumem-se normalmente a telemóveis. Quando são assaltados, os miúdos queixam-se aos seguranças e depois são estes que comunicam ao conselho executivo.”
No entanto, a dirigente escolar recusa fazer do estabelecimento de ensino que dirige “um mau exemplo, comparando com outras escolas”.
Policiado por agentes das esquadras da PSP do Calvário e do Rato, e por elementos do programa ‘Escola Segura’, o Liceu Pedro Nunes conta com patrulhamento apeado, “durante vários períodos do dia”. “Para reforçar esta situação, tenho feito vários ofícios dirigidos ao Comando Metropolitano de Lisboa. Os resultados são os possíveis”, esclareceu.
Preferindo não atribuir gravidade à situação, fonte policial contactada pelo CM referiu que “o policiamento existente no Liceu Pedro Nunes é para manter, porque é impossível dispor de agentes em permanência à porta da escola”.
MÃE INDIGNADA COM MILITARES
Depois de saber que o filho, de 13 anos, aluno do Liceu Pedro Nunes, foi assaltado perto do Hospital Militar da Estrela, e não recebeu qualquer assistência de dois militares desta instituição, apesar de a ter solicitado, Ana Campos não consegue esconder a sua indignação. “Era dever deles terem-no ajudado”, referiu. Contactado pelo CM, fonte do Estado-Maior do Exército mostrou conhecer o assunto, adiantando que “irão ser tomadas as medidas adequadas à situação”.
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