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Correio da Manhã

Portugal
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Operação foi anormal

A mulher a quem foi retirada uma verruga para análise patológica, mas que acabou no lixo, disse ontem no Tribunal de Coimbra que só pretende “saber quem é que não quer assumir as responsabilidades de ter perdido a peça”.
7 de Setembro de 2007 às 00:00
O julgamento decorre no Tribunal de Coimbra e os réus são dois cirurgiões e três clínicas. A paciente pede uma indemnização de 80 mil euros e o valor da operação (1543 euros).
O julgamento decorre no Tribunal de Coimbra e os réus são dois cirurgiões e três clínicas. A paciente pede uma indemnização de 80 mil euros e o valor da operação (1543 euros). FOTO: Deus Amaral
Maria Leonor, professora, fez várias extracções de sinais, teve três problemas no fígado e foi-lhe diagnosticado diabetes. Desde 29 de Maio de 2002, quando soube da perda do sinal que retirara, o seu estado físico e psicológico “começou a piorar, com pesadelos constantes, insónias, crises de choro” e chegou a perder quatro quilos em 15 dias.
Segundo a paciente, o cirurgião principal, especialista em otorrinolaringologia, disse que “a culpa [da perda da verruga] não tinha sido dele”, razão pela qual intentou a acção judicial contra a clínica.
Para a enfermeira auxiliar, que também depôs em tribunal, “o procedimento no final da operação foi anormal”. Por regra, o cirurgião chama-a para levar um frasco aberto para colocar a “peça recolhida”, que ela nega ter visto neste caso.
Por outro lado, a auxiliar da operação recorda-se de o cirurgião principal “dizer que a peça estava numa taça em cima da mesa”.
No final da operação, como o cirurgião adjunto empurrou a mesa na sua direcção, limpou-a. Pouco depois, quando este lhe perguntou pelo sinal recolhido, era tarde de mais, porque a taça já tinha sido despejada.
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