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Correio da Manhã

Portugal
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Ordem diz que esfaqueamento a médico é o "espelho da insegurança" no SNS

Um cirurgião foi esfaqueado esta segunda-feira no Hospital de Peniche.
Lusa 25 de Fevereiro de 2019 às 21:35
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
A Ordem dos Médicos lamentou esta segunda-feira a agressão, com uma arma branca, contra um cirurgião no hospital de Peniche, considerando que é um "espelho da situação de insegurança" que se vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Este caso é o espelho da grave situação de insegurança que se vive no SNS e de um clima de conflitualidade institucional que infelizmente é alimentado pela própria tutela e que não dignifica nem beneficia ninguém", afirma Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos.

Segundo informa a Ordem dos Médicos, o cirurgião do Centro Hospitalar do Oeste que estava a operar no Hospital de Peniche foi esfaqueado por um utente, que entrou na sala onde decorria a intervenção.

A presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste, Elsa Banza, explicou que o médico, de 60 anos, foi alvo de "três facadas na zona das nádegas" e foi transportado, "com ferimentos superficiais", para a urgência de Caldas da Rainha, onde se encontra internado, mas está "estável e não está em risco de vida".

O Centro Hospitalar do Oeste comunicou o crime à PSP, que deteve o suspeito ainda nas instalações hospitalares.

De acordo com a administradora, trata-se de um doente com "patologia psiquiátrica" que recorre com frequência ao hospital de Peniche, onde conhece os profissionais de saúde e as instalações.

O bastonário da Ordem dos Médicos acrescenta que o aumento de casos de agressão contra profissionais de saúde é o "espelho do desinvestimento do Governo no SNS" e da insistência numa política que "cria ambientes de tensão que prejudicam profissionais e utentes".

"Os médicos estão a ser obrigados a cumprir horários desumanos e a dar resposta a um número de doentes que está muito para lá do aceitável e que os coloca em situações de sofrimento ético, com prejuízo para a qualidade e a segurança clínica", frisa Miguel Guimarães.

O bastonário recorda que os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde, referentes a 2018, revelam que no ano passado foram notificados mais de 950 casos de incidentes de violência contra profissionais de saúde, com 2018 a ser ano com mais situações reportadas.
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