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Correio da Manhã

Portugal
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Ordem expulsa médico condenado por violar cinco doentes nos Açores

Mulheres foram abusadas sexualmente nas urgências do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.
Francisca Genésio e Magali Pinto 7 de Janeiro de 2020 às 19:40
Aliesky Aguilera
Aliesky Aguilera
Aliesky Aguilera estava a trabalhar em outubro, depois de serem conhecidos os crimes
Médico Aliesky Aguilera foi condenado a pena de prisão por abusar sexualmente de pacientes
Aliesky Aguilera
Aliesky Aguilera
Aliesky Aguilera estava a trabalhar em outubro, depois de serem conhecidos os crimes
Médico Aliesky Aguilera foi condenado a pena de prisão por abusar sexualmente de pacientes
Aliesky Aguilera
Aliesky Aguilera
Aliesky Aguilera estava a trabalhar em outubro, depois de serem conhecidos os crimes
Médico Aliesky Aguilera foi condenado a pena de prisão por abusar sexualmente de pacientes
O médico cubano que já tinha sido condenado pela violação de cinco mulheres, foi expulso da Ordem dos Médicos.

"Foi um processo longo, que teve não só uma vertente disciplinar, como também uma vertente criminal", avançou esta terça-feira o Presidente do conselho disciplinar da Ordem dos Médicos, Carlos Pereira Alves, ao CM.

O médico cubano Aliesky Aguilera Valdes, condenado pela violação de cinco mulheres no verão de 2016, na Urgência do Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel foi esta terça-feira expulso da ordem. O clínico foi condenado no ano passado a cinco anos e meio de prisão, mas as autoridades desconhecem o seu paradeiro. 

Recorde-se que Aliesky Aguilera, médico cubano de 36 anos, foi confrontado pelo CM em outubro de 2016 com a investigação da PJ - que apontava para sete mulheres abusadas sexualmente na Urgência do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, nos Açores.

Negou tudo e acrescentou: "Os doentes não se podem queixar de mim". Acabou acusado por cinco violações e foi condenado a seis anos de prisão. Vai manter-se suspenso de funções e está proibido de sair da ilha de São Miguel.

Em agosto de 2016, uma mulher entrou na PJ e fez queixa - poucos dias antes, tinha ido às Urgências com uma forte dor no peito e Aliesky Aguilera mandou-a despir as calças.

Tocou-lhe na zona genital e diagnosticou uma infeção urinária. A vítima estranhou. A PJ descobriu que havia mais quatro mulheres atacadas pelo médico. Nessa altura, a administração do hospital, mesmo tendo conhecimento do caso, não o suspendeu de funções, justificando que era a palavra das mulheres contra a do médico.
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