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Correio da Manhã

Portugal
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Ostras e mexilhões inviabilizam regatas

A vista sobre o mar em Cascais irá sofrer alterações, com a instalação de viveiros de bivalves. A empresa Zona Salgada pretende montar até Agosto um viveiro para a produção anual de 30 toneladas de ostras, mexilhões, amêijoas e vieiras. Uma quantidade que representa 6% do consumo nacional de pescado. Um outro viveiro está também projectado para São Pedro do Estoril.

10 de Maio de 2009 às 00:30
Produção frente à marina de Cascais irá representar 6% do consumo nacional de pescado
Produção frente à marina de Cascais irá representar 6% do consumo nacional de pescado FOTO: Manuel Moreira

"A Câmara Municipal de Cascais considera que se trata de uma boa iniciativa", revelou o vice-presidente da Câmara, Carlos Carreiras. O autarca defende, contudo, que, face ao local previsto para a sua instalação, frente à marina, "terá de se encontrar soluções alternativas, de modo a não prejudicar os interesses já existentes no local".

Para o presidente do Clube Naval de Cascais, José Matoso, esta "é uma obra impensável porque anula o melhor campo para a prática de regatas". "A projecção de Cascais está ligada à náutica, pelo que entendemos que a instalação de viveiros é uma ameaça a essa imagem", disse.

Pedro Sarmento-Coelho, coordenador do projecto, avançou ao CM que a empresa mantém abertura para relocalizar o viveiro. "O problema é que, ao contrário dos pescadores que nos pediram para deslocar a cultura para Sul, ainda não nos foi comunicado o que quer o clube naval", disse. Requerida a instalação da criação de bivalves, Pedro Sarmento-Coelho acrescentou que "a produção surgirá depois de obter a luz verde de onze organismos diferentes do Estado".

APONTAMENTOS

30 MILHÕES DE EUROS

O viveiro de bivalves representa um investimento de 30 milhões de euros, sendo as estruturas presas ao fundo do mar.

54 TRABALHADORES

O cultivo de bivalves irá localizar-se a 800 metros da costa e os 54 trabalhadores serão recrutados entre pescadores.

COMBATER A POLUIÇÃO

Os moluscos consumem os detritos provenientes de esgotos, o que reduzirá a factura do saneamento dos município de Cascais.

20 BLOCOS

A plataforma será montada entre a marina e o emissor submarino da Guia, numa área de 500 hectares.

 

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