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Correio da Manhã

Portugal
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Ourives espancado volta a ser assaltado

Sem cheiro, sem paladar e com a cabeça repleta de cicatrizes, ainda assim José Luís Santos não abdica de ter sempre fechada a porta da ourivesaria que explora em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira. Em 2009, num assalto, o comerciante foi selvaticamente agredido com vários golpes de pé-de-cabra na cabeça - e esteve em coma. Sobreviveu, mas anteontem à tarde já teve de reter duas ladras dentro do estabelecimento até à chegada da GNR.
6 de Janeiro de 2012 às 01:00
José Luís Santos, que tem a cabeça repleta de cicatrizes, ainda guarda uma fotografia do assaltante que o atacou com  um pé-de-cabra
José Luís Santos, que tem a cabeça repleta de cicatrizes, ainda guarda uma fotografia do assaltante que o atacou com um pé-de-cabra FOTO: Vítor Mota

As mazelas do ataque de que foi alvo no primeiro assalto são ainda bem visíveis no comerciante. "Tenho dois buracos no crânio, que está repleto de cicatrizes", mostra ao CM. Atacado por um gang de Leste, que, depois de ter sido libertado por excesso de prisão preventiva, se lançou numa vaga de assaltos violentos a ourivesarias, José Luís Santos ainda não viu os seus agressores serem julgados.

"O que a GNR me diz é que eles ainda não foram a tribunal", explicou ontem, enquanto olhava para a fotografia do jovem suspeito de o ter agredido com o pé-de-cabra. Desde que regressou ao trabalho, vários meses após a agressão, José Luís Santos só consegue trabalhar de porta fechada. Anteontem, pelas 12h45, quando estava sozinho dentro do estabelecimento, o ourives deixou entrar duas mulheres.

"Elas estavam interessadas em ver anéis de ouro", recorda José Santos. Depois de lhes pôr à frente um tabuleiro cheio destes artigos, o comerciante acabou por ficar desconfiado com ambas. "Vi que uma tentava distrair-me e a outra meteu dois anéis de ouro na manga do casaco", acrescenta a vítima.

O comerciante impediu as duas mulheres, de 44 e 46 anos, de sair do estabelecimento. A GNR chegou e levou ambas para o posto, tendo José Santos apresentado queixa. As duas acabaram em liberdade, tendo o processo baixado a inquérito.

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