Paço de Arcos tem novo quartel de bombeiros

O contentamento era visível nos rostos dos elementos dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos. “Até que enfim o novo quartel está a funcionar”, desabafaram alguns ainda na parada, ontem de manhã, que antecedeu a inauguração oficial do espaço pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e pelo presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais.
20.01.08
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Pensado de raiz para as necessidades específicas daquela corporação – para lá de intervir nas freguesias de Paço de Arcos e Caxias ainda é responsável pelo socorro costeiro entre o Jardim do Tabaco, em Lisboa, até à Praia das Fontainhas, em Setúbal. O novo quartel custou 1,365 milhões de euros, tendo a autarquia de Oeiras pago 788 mil euros e o Estado cerca de 577 mil euros.
Na cerimónia de inauguração, na qual foram atribuídas 74 medalhas e condecorações, Isaltino Morais destacou “a velha e justa ambição dos BVPC, que permaneciam desde 1969 nas instalações agora substituídas”. O autarca assinalou, ainda, a importância das novas instalações “para o aumento do interesse de novos voluntários”. “Só com estas novas condições é possível garantir uma igualdade de oportunidades para a participação das mulheres, que antes eram afastadas por falta de conforto e privacidade”.
Na corporação o sentimento era de “satisfação”. Velhos e novos, oficiais e estagiários, todos gostaram de ver o novo quartel por dentro. “As camaratas são excelentes”, disseram alguns. “Pelo menos agora temos espaço para estar de forma mais agradável”, retorquiram outros.
150 MILHÕES PARA PROT. CIVIL
Também ontem, mas em Matosinhos e no âmbito do Dia Nacional do Voluntariado, o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenço Simões, garantiu que o Governo tem 150 milhões de euros para investir nos Bombeiros e Protecção Civil.
Formação, planeamento de riscos - nomeadamente sísmicos - e melhoramento dos edifícios dos bombeiros são o destino principal da verba.
“Ainda temos cerca de 30 municípios onde há dificuldades operacionais nos quartéis e vamos tentar, até 2013, resolver todos os problemas da rede primária”, adiantou Ascenço Simões.
O responsável pediu ainda a colaboração de todos os envolvidos nos combate a incêndios para reduzir a área florestal ardida em Portugal para menos de 100 mil hectares por ano.

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