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Correio da Manhã

Portugal
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Padre em estado de choque

António Aires, o padre de Alijó que na madrugada de Natal foi sequestrado e agredido quando se preparava para rezar uma missa, está em estado de choque.
28 de Dezembro de 2007 às 00:00
Quem o diz são os poucos amigos que ontem o visitaram, depois de António Aires ter recusado falar com muitos paroquianos preocupados com o seu estado de saúde. “Nem parece ele. Está atarantado e amedrontado. Não diz coisa com coisa”, contou ao CM uma das poucas pessoas que ontem o visitou.
As explicações para o sequestro continuam sem existir. António Aires mantém-se em silêncio e ainda não deu grandes pormenores à Polícia Judiciária de Vila Real, que está encarregue da investigação.
Mesmo assim, as investigações prosseguem e são muitos os cenários investigados. Designadamente, ter-se tratado de um ajuste de contas relacionado com as tomadas de posição algo polémicas do referido pároco.
António Aires poderá ter também reconhecido os agressores, mas por qualquer motivo não querer avançar com pormenores.
O silêncio na diocese de Vila Real e da Vigararia Geral é que não está a cair muito bem junto de alguns sacerdotes, que esperavam já uma nota de apoio e solidariedade para com o Padre Aires.
Em Alijó, onde o padre passava grande parte dos seus dias, a solidariedade é total. E o tema continua a ser comentado nos cafés da zona.
A população, por seu turno, continua a aguardar que o padre regresse no domingo para rezar a missa, explicando então os contornos do estranho caso em que esteve envolvido.
PORMENORES
POLÉMICA
António Aires proibiu festas pagãs durante a Quaresma. A decisão não agradou às comissões fabriqueiras que vivem daquelas verbas para sobreviverem.
HOMEM DA RÁDIO
O pároco António Aires é mais do que o padre de Alijó. Treinador de futsal em clubes da região era também uma voz frequentemente ouvida na rádio local. O padre é estimado pela população.
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