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Correio da Manhã

Portugal
Ao minuto Atualizado às 18:54 | 17/02

"A minha mãe estava desesperada": Márcia chora ao ouvir filho a descrever morte de Valentina

Valentina, de nove anos, viveu as últimas horas de vida em agonia. O pai da menina, Sandro Bernardo, e a madrasta, Márcia, estão hoje no tribunal de Leiria. Márcia está a chorar desde que o julgamento começou.
Tânia Laranjo e Débora Carvalho 17 de Fevereiro de 2021 às 09:23
Márcia, madrasta de Valentina, à saída do tribunal
Sandro, pai de Valentina, chega ao tribunal de Leiria
Márcia chega ao tribunal de Leiria
Márcia, madrasta de Valentina, chega ao tribunal de Leiria
Sandro Bernardo à entrada do tribunal
Valentina , de 9 anos, foi assassinada pelo pai e pela madrasta na casa da família, em Atouguia da Baleia, Peniche
Márcia, madrasta de Valentina, à saída do tribunal
Sandro, pai de Valentina, chega ao tribunal de Leiria
Márcia chega ao tribunal de Leiria
Márcia, madrasta de Valentina, chega ao tribunal de Leiria
Sandro Bernardo à entrada do tribunal
Valentina , de 9 anos, foi assassinada pelo pai e pela madrasta na casa da família, em Atouguia da Baleia, Peniche
Márcia, madrasta de Valentina, à saída do tribunal
Sandro, pai de Valentina, chega ao tribunal de Leiria
Márcia chega ao tribunal de Leiria
Márcia, madrasta de Valentina, chega ao tribunal de Leiria
Sandro Bernardo à entrada do tribunal
Valentina , de 9 anos, foi assassinada pelo pai e pela madrasta na casa da família, em Atouguia da Baleia, Peniche
O julgamento de Sandro e Márcia, acusados de homicídio qualificado e de profanação de cadáver de Valentina, morta em maio com nove anos de idade, arrancou esta quarta-feira no Tribunal de Leiria com o casal de costas voltadas. Sandro mudou a versão dos factos e diz agora que foi Márcia quem bateu na menina e a deixou moribunda no sofá.

Garante que nada fez, que ainda tentou salvar a filha, mas teve medo de ser preso. Contou a nova versão ao irmão, numa carta enviada para a cadeia, depois de saber que em primeiro interrogatório judicial Márcia lhe tinha apontado o dedo: disse que tinha sido ele a espancar Valentina e que ela apenas não agiu porque teve medo do que poderia acontecer aos outros filhos.

O casal responde também pelo crime de abuso e simulação de sinais de perigo em coautoria, enquanto o pai da criança de nove anos está ainda acusado de um crime de violência doméstica, após acusação de Márcia. 

Sandro e Márcia explicaram o que aconteceu na manhã de 6 de maio do ano passado e o que tinha acontecido uma semana antes, quando Valentina foi espancada de tal forma violenta que as marcas ainda eram visíveis quando foi feita a autópsia. Inicialmente, Sandro confessou ter sido ele, mas Márcia reconheceu que sabia. Viu e ouviu os gritos da menina e nada fez para a acorrer.

O filho de Márcia, irmão de afeto da menina, deu o seu depoimento às autoridades na altura em que ocorreu o crime e a gravação foi esta quarta-feira ouvido no tribunal. "Passadas algumas horas ela não se mexia, e depois começou a espumar pela boca", ouviu-se na sala de audiências.

O processo envolve 26 testemunhas arroladas pelo Ministério Público sendo Sónia Fonseca, a mãe da criança, a primeira testemunha da defesa.
Ao minuto Atualizado a 17 de fev de 2021 | 18:54
18:10 | 17/02

Fim da primeira sessão do julgamento

Terminou a primeira sessão do julgamento do caso Valentina. Julgamento retoma a 24 de março.
17:08 | 17/02

Filho de Márcia descreve ida à lavandaria

O menino, atualmente com 13 anos, descreve agora a ida do casal à lavandaria. Tudo indica que esta ida tenha sido para lavarem a roupa de forma a se desfazerem de qualquer prova. 

Diz que nesse período reparou que "algo estava diferente" quando viu Valentina a espumar pela boca, que ligou para a mãe e "passado algum tempo eles voltaram para casa". 

Quando chegaram, relata o menino, e o casal viu que a menina estaria em estado grave, Sandro apenas "lhe tapou a cara com o cobertor".

Depois disso, Sandro "estava no quarto a ver as séries dele", diz ainda o menino.

As marcas eram ainda visíveis nas pernas e rosto de Valentina, revelou ainda o menor. O menino diz que sentiu um vazio no dia seguinte à morte da irmã por afinidade quando Valentina já não estava no sofá. 

Sobre a relação entre ambos, este diz que eram amigos e que Valentina se dava bem com Márcia, que não criava problemas e era uma menina sossegada e tímida.
16:51 | 17/02

Uma jovem criança esteve toda a manhã com um cartaz em protesto silencioso no julgamento do caso Valentina

16:45 | 17/02

A ausência de emoção de Sandro e o aparente desespero de Márcia

Em tribunal, mesmo com a audição do relato arrepiante do filho de Márcia, Sandro não demonstra qualquer emoção ou lágrima. 

Já Márcia chorou ao longo de todo o julgamento e coloca agora as mãos à cabeça enquanto chora compulsivamente. 
16:39 | 17/02

"Disse à minha mãe que tínhamos que levar o cadáver": O relato arrepiante do filho de Márcia

Continua a ouvir-se o relato arrepiante do menino numa gravação previamente feita.

"Ele disse que era o pai da Valentina e mais tarde disse à minha mãe que tínhamos que levar o cadáver dela. A minha mãe vestiu-a. Puseram-a no carro e não sei para onde a levaram", conta o menino. 

O menino descreve ainda o ambiente que se vivia na casa da família. Valentina era como que um elemento exterior do núcleo, como se não encaixasse. A menina dormia na sala, não tinha sequer direito a dormir num dos quartos. 

A criança descreve ainda o medo que Valentina tinha da água quente. "Quando os vi na casa de banho pensei logo que fosse isso", descreve.

"E eu e a minha começamos a suplicar por ajuda", afirma ainda. 

"O Sandro estava a dar lhe estalos com força, foram umas dez bofetadas", diz ainda.
16:05 | 17/02

"Começou a espumar pela boca, a minha mãe estava desesperada": Márcia chora enquanto ouve gravação do filho a descrever horror da irmã

Ouve-se agora a gravação do depoimento do filho de Márcia que assistiu a tudo. Ao longo da audição, Márcia chora compulsivamente.

"Eu acordei de manhã e o Sandro estava a bater na Valentina", revelou o menino. "Dizia que ela se portava mal é só dizia porcaria, ligou a água a ferver e meteu a menina lá dentro", continua. 

"A minha mãe foi lá para ele parar, ela caiu da banheira e bateu com a cabeça", acrescenta. O menino diz ainda que Márcia queria chamar o INEM mas que Sandro não quis, que era entre ele e a mãe do menino. 

Segundo o relato do menino, Sandro terá ameaçado que, se dissesse alguma coisa, ficaria sem ver a mãe e os irmãos. "A minha mãe chorava, tentava convencê-lo a chamar ajuda... a Valentina deixou de ser mexer", conta o menino num relato que descreve o horror vivido naquele dia. 

"Passadas algumas horas ela não se mexia, e depois começou a espumar pela boca", ouve-se na sala de audiência. "A minha mãe estava desesperada, o Sandro andava para trás e para frente e não sabia o que fazer, a minha irmã queria ir brincar para sala e o Sandro não deixou... Disse que Valentina estava a dormir", continua a descrição. 

Depois, na altura do almoço, o menino assume que começou a chorar. Na audição ouve-se o choro da criança enquanto conta o que aconteceu.
16:02 | 17/02

Procuradora dispensa 12ª testemunha

A procuradora dispensou mais uma testemunha: são já 12 em 26 arroladas
15:54 | 17/02

Inspetor-chefe PJ de Leiria diz que havia "discrepâncias" na história de Sandro e Márcia

Paulo Alípio, inspetor-chefe PJ de Leiria diz que havia "discrepâncias" na história contada por Sandro e Márcia. 

Descreve uma alegada conversa com Sandro que o fez suspeitar.
15:48 | 17/02

Inspetor da PJ ouvido também é dispensado

É a vez de Rui Sousa, inspetor PJ, tomar a palavra. Diz que falou com arguidos na altura do desaparecimento.

De início, estava Márcia e os filhos, posteriormente chegou Sandro.

O inspetor também é dispensado.
15:46 | 17/02

Procuradora prescinde de mais uma testemunha

A procuradora Ludmila Marques prescinde de mais uma das 26 testemunhas. Trata-se de um GNR. 

São já 11 as testemunhas que foram dispensadas.
15:32 | 17/02

Tia-avó de Valentina soube pelas redes sociais do suposto desaparecimento

Patrícia Furtunato, tia-avó de Valentina, diz que soube pelas redes sociais do suposto desaparecimento da menina. 

Afirma que no final do dia ligou a Sandro e Márcia e que, enquanto a PJ estava na casa do casal, levou Márcia e os filhos para sua casa. 

"Dormiram em minha casa. O Sandro não quis. Queria ficar lá... ao pé de casa... Ia só lá comer e nem sempre", relata.

"Eu estava nas buscas quando a Márcia me ligou para ficar com os meninos. Passado uma hora soube-se que havia dois suspeitos e eram eles", revela. 

Era Patrícia quem tomava conta dos filhos de Sandro e Márcia.  

Termina o depoimento. 
15:22 | 17/02

Antiga ama de Valentina diz que comentou com a madrasta suspeitas de abusos sexuais

Catarina Alexandra, ex-ama de Valentina, é agora ouvida. Tomou conta da menina em 2018. 

A ama conta que Sónia, mãe da menina, ia pô-la as 7h00. Catarina levava-a à escola e ia buscá-la. A mãe ia buscá-la às 20h00.

Catarina afirma que comentou com Márcia suspeitas de abusos sexuais que terá sabido pela madrinha do filho.

O juiz manda prosseguir. Catarina conclui o depoimento afirmando que "Valentina nunca fez queixa do pai ou da madrasta".
15:17 | 17/02

"A Márcia conseguiu separar o Sandro de todos menos de mim", diz irmão

Nuno Ramos admite que Márcia tinha alguma influência sobre Sandro Bernardo. Diz que a relação entre ambos era "normal", mas que Márcia conseguiu isolar o irmão. 

"A Márcia conseguiu separar o Sandro de todos menos de mim", acrescenta. 

"Ele era muito presente mas deixou de aparecer em várias ocasiões", conclui.

Termina o depoimento de Nuno Ramos que abandona a sala sem olhar para o irmão Sandro.
15:05 | 17/02

Irmão de pai de Valentina diz que relação entre a menina e arguidos era "normal"

Nuno Ramos, irmão de Sandro Bernardo, diz que conheceu Valentina quando esta tinha dois anos e que a via duas vezes por semana. 

Diz que a relação do pai e madrasta com a menina era "normal" e que nunca assistiu a um agressão. "Eles tratavam-na bem", garante. 

Nuno Ramos diz ainda não saber o porquê de a menina dormir no sofá e confirma a versão de Sandro de que este dormia num quarto e Márcia dormia noutro com as meninas.

"A Valentina era muito sossegada. Era obediente", acrescenta ainda. O irmão de Sandro afirma ainda que soube pelo irmão a notícia do desaparecimento da sobrinha, mas pela televisão da sua morte.

"Na minha cabeça, a menina estava com saudades da mãe e tinha desaparecido outra vez", assume Nuno. 
15:03 | 17/02

Mãe não tinha conhecimento de abusos sexuais

Sónia Fonseca afirma que nunca ninguém lhe sugeriu que a menina pudesse ser vítima de abuso sexual e que a ama nunca lhe disse nada sobre isso. 

A mãe de Valentina termina o seu depoimento e abandona a sala. 
14:57 | 17/02

Últimas palavras de Valentina à mãe foram "gosto muito de ti"

Sónia falou pela última vez com a filha no dia da mãe, quatro dias antes da morte de Valentina. Diz que a menina estava bem-disposta e alegre e revela as últimas palavras que ouviu da filha. "Beijinhos, gosto muito de ti", conta. 

A mãe de Valentina diz que soube do desaparecimento "no dia 7". Falou com Márcia e notou que esta estava "nervosa". Enquanto isso, Márcia chora.

Confirma que a filha já tinha saído de casa do pai uma vez, aos oito anos, e foi encontrada de pijama. A justificação dada pela menina na altura foi de que "tinha saudades" da mãe. 
14:47 | 17/02

Mãe conta que a menina nunca deu sinais de que fosse maltratada na casa do pai

A mãe de Valentina revela que era vítima de violência doméstica quando conheceu Sandro.

"Eu estava na altura com outra pessoa e era vítima de violência doméstica. Um tempo depois foi a Márcia que procurou a Valentina. E ela começou a ir casa do pai. Ia todos os fins de semana. Vinha muito feliz", relata Sónia.

"O meu pai. A minha Márcia. Tenho duas mães. Ela nunca se queixou nem do pai nem da Márcia", afirma. 

Sobre a ideia de que a filha fosse viver temporariamente com o pai, Sónia afirma que foi sua, que por estar a trabalhar, e em contacto com muita gente, "não era favorável" para Valentina viver consigo dada a pandemia que se vive. 

A mulher afirma que não falava frequentemente ao telefone com a filha porque esta não gostava de falar ao telefone mas que falava semanalmente com Márcia sobre como estava a filha.

Com Sandro falou "muito pouco" porque tinha mais à-vontade com Márcia, revela.
14:41 | 17/02

Valentina é fruto de uma "relação casual", revela mãe de Valentina, testemunha no caso

Começa a falar Sónio Fonseca, mãe de Valentina e testemunha arrolada pelo MP. Afirma que ela e Sandro nunca foram casados, que tiveram apenas uma relação casual. 

A relação durou "três ou quatro" meses, avança Sónia acrescentando que quando engravidou não contou logo a Sandro. 

"Ele soube da existência de Valentina quando ela tinha um ano", afirma.

A menina esteve quatro anos sem qualquer contacto com o pai. 
14:38 | 17/02

MP quer prescindir de nove das 26 testemunhas

Arranca a sessão da tarde do julgamento. Sónia Fonseca, mãe de Valentina, deverá falar no arranque desta sessão. 

O Ministério Público e as defesas querem prescindir de nove das 26 testemunhas arroladas no caso. A procura acrescentou mais uma testemunha a ser dispensada.
12:13 | 17/02

Márcia garante dizer a verdade e que fez tudo o que Sandro lhe mandou

A arguida garante estar a dizer a verdade. "O Sandro diz que foi a senhora e a senhora que foi ele... sabe que as vezes isto tem o efeito contrário", alerta o juiz. 

Juiz insiste: "O Sandro prendeu-lhe as mãos?". Márcia diz que não. 

"Os senhores almoçaram calmamente... ela no sofá tapada com cobertor...", continua o juiz interrompido por Márcia que diz: "Eu não almocei". 

"Podia ter pedido ao seu filho para chamar ajuda...", aponta o magistrado. Márcia justifica com as ameaças de Sandro e alega que estava "com medo dele".

Márcia continua: "Perguntei-lhe o que íamos fazer porque a menina - já morta - não podia ficar ali assim. Ele disse que a única solução era colocar a menina em algum lado". 

A arguida diz ter concordado com a "solução" de Sandro mas que lhe disse "que não era solução". "Ele só me mandava calar, tínhamos uma vizinha que era bombeira mas ele não me deixou...", acrescenta. 

"Dizia que ia ser preso, fiz tudo o que ele me mandou fazer", conclui.

Termina a sessão da manhã.
12:10 | 17/02

Madrasta de Valentina diz que não pediu ajuda porque tinha medo de Sandro

Márcia explica que Sandro "por vezes fazia isso", fazendo referência aos murros dados pelo pai de Valentina à menina. "Ficava fora de si e perdia o controlo", acrescenta. 

O juiz insiste na questão do pedido de ajuda e afirma que, se tinha telemóvel, por que não ligou ao 112. 

A mulher diz que Sandro a ameaçou e teve medo que este fizesse mal aos filhos.
12:03 | 17/02

"Ouvi a menina a gritar pára, pára", revela madrasta de Valentina

A arguida diz que ouviu Valentina a gritar "pára, pára" e a "via a tremer". Diz que desligou o chuveiro e que Sandro nem "estava a ver que a menina estava assim". 

"Disse-lhe para ele tirar a menina [da banheira], comecei a bater-lhe na carinha para ver se ela respondia" afirma. "Ela tinha os olhos abertos, mas não respondia, até lhe pus o dedo na boca porque tinha medo", continua. 

Márcia afirma que disse a Sandro para pedirem ajuda, mas que este disse "para esperar e ver o que ia acontecer". 

"Pedi ao meu filho para ir buscar açúcar para ver se menina reagia, mas ela não reagiu", continua. 

"Disse-lhe para ele a colocar no sofá para ver se ela ficava bem", acrescenta insistindo que lhe disse "várias vezes" para se pedir ajuda mas que Sandro negou. 

Recusa ter apertado o pescoço a Valentina e que quem deu murros na cabeça da criança foi Sandro.
11:53 | 17/02

"Quis proteger a Valentina": É a vez de Márcia falar

Após as declarações de Sandro, que imputam toda a culpa a Márcia, é a vez da madrasta de Valentina ter a palavra. Diz que quer "dizer a verdade". 

"Foi no dia do telefonema da ama quando se desenrolou tudo", começa por explicar fazendo referência aos alegados abusos. Márcia explica que Sandro a confrontou a menina e terá começado a agredi-la.

"Disse-lhe para ele [Sandro] parar porque ela era pequena", explica. "Ela contou-nos a história do padrinho a mim e ao pai, o Sandro bateu-lhe e eu tentei impedir", continua. 

Márcia diz que o então companheiro afirmou que "a filha era dele e que ela [Valentina] não fazia ali o que fazia em casa da mãe". 

"Bateu-lhe com muita força, quando eu tentei impedir ele empurrava-me e dizia-me que a filha era dele", explica. 

Tudo aconteceu no dia 6 de maio, explica a arguida, enquanto "estava a fazer o leite da menina e o Sandro já estava acordado". 

"Tínhamos combinado ela ir fazer os trabalhos de casa, ele começou a discutir com ela, disse que ela mentia e que só tinha esperteza para fazer o que não devia", descreve Márcia

"Bateu-lhe nas pernas, rabo, em vários locais... tentei proteger a Valentina", conta emocionada. 

Já na casa de banho, Márcia afirma que "tentava tirar-lhe o chuveiro da mão" mas que Sandro a empurrava. "A menina estava com medo", acrescenta.
11:42 | 17/02

Sandro justifica "respeito" por Márcia e diz que dormiam em quartos separados

Fala agora Roberto Rosendo, o advogado do Sandro. Questiona: "Qual foi o seu sentimento quando entrou na casa de banho?"

O arguido diz que "foi tira-la [Valentina] lá de dentro", mas que depois não teve reação. 

Sandro justifica o "respeito" que tinha por Márcia. Afirma que era ela que "mandava lá em casa". Márcia, ao ouvir isto, abana a cabeça.

O pai de Valentina diz que ele e Márcia dormiram em quartos separados. Que ele e o menino de 13 anos [filho de Márcia] dormiam num quarto e Márcia e as meninas noutro quatro. 

Afirma que estava a dormir quando tudo começou e que Márcia já estava na casa de banho.
11:36 | 17/02

Sandro diz que foi ele quem escolheu o local para esconder o corpo e a ideia do "desaparecimento" foi de Márcia

Sandro Bernardo diz que foi ele quem escolheu o local para esconder o corpo, mas não consegue explicar o porquê daquele local.

Procuradora Ludmila Marques começa a interrogá-lo e aborda a questão do enteado. Sandro diz que o mesmo não fez nada ao ver o horror de Valentina e que foi para junto das irmãs. 

Sandro diz que Márcia não se opôs que levasse Valentina para cozinha e que não viu ninguém a agredi-la com um chinelo. Durante todo o discurso de Sandro, o pai de Valentina não se emocionou, já Márcia esteve inconsolável. 

O arguido afirma que a ideia de simular o desaparecimento de Valentina foi de Márcia, mas os pormenores dados à GNR foram dados pelo próprio, afirma num tom baixo e calmo. 

Márcia vai abanando a cabeça.
11:29 | 17/02

A explicação do que foi feito após a morte da menina

Sandro Bernardo confirma que foi ele que deitou filha no banco de trás e a carregou. Diz que foi Márcia que conduziu o carro, mas que foi ele que carregou o cadáver da menina para o esconder no mato. 

Confirma que ambos combinaram ir às autoridades participar desaparecimento e que disse, posteriormente, onde estava o cadáver da filha porque "já tinha a cabeça com muita pressão". 

Sandro, que fala há perto de uma hora, diz que se limitou a assistir ao crime, que nunca pensou que a filha pudesse morrer e questionado sobre o porque de ter escondido o corpo, Sandro diz: "Na altura não pensei".
11:24 | 17/02

Arguido Sandro diz que não pensou que a filha ia morrer e acusa Márcia de lhe "encher a cabeça"

Confrontado pelo juiz, Sandro afirma que não pensou que a filha fosse morrer. Que a deixou no sofá e afirma que Márcia ia ver se ela respirava. 

A madrasta de Valentina continua a chorar, quase de forma compulsiva. 

Sandro confirma ainda a ida à lavandaria. Percebeu que filha tinha morrido quando a viu espumar da boca
O juiz questiona por que "não fizeram nada para socorrer" Valentina. 

Sandro diz que Márcia começou a dizer coisas: "Começou a encher-me a cabeça"

"Ela disse-lhe o quê?", pergunta o juiz. Sandro responde: "[Márcia disse] O que ia ser das nossas meninas".
11:22 | 17/02

Pai de Valentina confirma que mandou filho de Márcia embora

O arguido Sandro Bernardo confirma que mandou embora o filho de Márcia, que assistiu ao horror de Valentina, caso contrário ficaria sem as irmãs.

Sobre as convulsões e a menina ter ficado inanimada, Sandro confirma tudo o que está na acusação.
11:17 | 17/02

Sandro continua a acusar Márcia enquanto a madrasta chora desde o início do julgamento

O juiz volta a questionar Sandro: "Por muito respeito que tenha pela Márcia, ela estava a maltratar a Valentina, não fez nada?"

Sandro diz que protestou. Enquanto isto, Márcia chora desde o início do julgamento. 

Sobre pancada na cabeça, que provou hemorragia interna, também nega. Diz que quando chegou à casa de banho, já a menina estava a desfalecer. 

Diz que os estalos que foram dados no rosto de Valentina eram para a acordar.
11:09 | 17/02

Sandro nega que tenha apertado pescoço à filha

Na continuação da explicação, Sandro nega que tenha apertado pescoço à filha. O pai de Valentino continua a acusar diretamente Márcia afirmando quo único crime que cometeu foi o de não chamar ajuda. 

Juiz confronta-o com as marcas: "Eu não vi [as marcas], mas se estão lá, foi ela [Márcia]", aponta. Juiz questiona se foi Márcia a "bater nas pernas, costas" ao que Sandro diz que sim. 

"Foi quando?", questiona o juiz. "Dois dias antes", responde Sandro.

"Foi na sua presença?", continua o juiz que recebe resposta afirmativa de Sandro

Juiz confronta o com os resultados da autópsia. "Fez algo para impedir Márcia?" Sandro responde: "Eu tentei mas tinha muito respeito pela Márcia".
11:04 | 17/02

Pai de Valentina acusa Márcia

O pai de Valentina acusa agora Márcia do homicídio de Valentina. Diz que foi Márcia que a levou para a casa de banho e que ouviu gritos. 

"Ouvi-a aos gritos e a Márcia já estava com a Valentina na água quentes", aponta.

Diz que foi Márcia a colocá-la na banheira, que ele não esteve envolvido nessa situação e que quando chegou viu a menina já a desfalecer.

"Começou a ter espamos, começou a tremer", acrescenta. "Ela não parava com espamos, agarrei nela e levei-a para apanhar ar, levei-a para debaixo da janela", continua. 

Juiz questiona se a levou para algum sítio. Sandro responde: "Levei-a para a cozinha. Ficou sentada no meu colo", diz.
10:57 | 17/02

Sandro confirma que confrontou filha com alegados abusos sexuais

O juiz começa por ler os pontos da acusação.

Sandro confirma que confrontou filha com alegados abusos sexuais. "Dei-lhe umas palmadas", afirma acrescentando que também ralhou com a menina e que a colocou de castigo.

O juiz confronta Sandro com as lesões no corpo de Valentina, este justifica que só lhe deu umas palmadas no rabo e que depois não lhe bateu mais. 
10:48 | 17/02

Entram os juízes dentro da sala e procede-se à identificação dos arguidos

Um juiz e duas juízas já chegaram à sala de audiência. O juiz presidente é António Marques e a procuradora é Ludmila Marques.

Sandro é o primeiro a ser identificado. Está de fato treino, tem 34 anos, solteiro. O juiz começa por questionar se o arguido leu a acusação. Sandro afirma que sim.

Márcia é a seguir: Divorciada diz que também quer falar.

Ambos vão falar começando por Sandro. 
10:45 | 17/02

Advogada de Márcia chega à sala de audência

Anabela Branco, a advogada de Márcia chega à sala de audência, vestida com a toga, cabelo apanhado castanho e máscara preta. 

Enquanto isso, Sandro olha já há alguns minutos para o chão.
10:29 | 17/02

Arguidos já estão na sala de audiência

Arguidos já estão na sala de audiência, um em cada ponta, em silêncio. Ambos olham em frente e, para já, apenas o advogado de Sandro Bernardo está presente.
09:37 | 17/02

Márcia, madrasta de Valentina, chega ao tribunal

Márcia, madrasta de Valentina, chega ao tribunal. A arguida deverá prestar declarações. 

Com os dois arguidos no tribunal, o julgamento deverá começar a qualquer momento.
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09:27 | 17/02

Sandro Bernardo já se encontra no tribunal

Sandro Bernardo, o pai de Valentina acusado de homicídio, já chegou ao tribunal. Chegou com algemas mas sem o carapuço, uma imagem que lhe ficou conhecida da primeira vez que esteve em tribunal.

De acordo com o advogado do arguido, Roberto Rosendo, foi pedido um exame psicológico. "Vamos começar o julgamento hoje e logo se verá", adianta.
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09:21 | 17/02

Sónia Fonseca, mãe de Valentina, já se encontra dentro do Tribunal

Sónia Fonseca, mãe de Valentina, já se encontra dentro do Tribunal, acompanhada por amigas. 

A mãe da menina assassinada é a primeira testemunha arrolada. Caso os arguidos não falem, será por ouvir Sónia que o julgamento começará.
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