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Pais alertaram para insegurança

Os pais de vários alunos do Colégio Luso-Francês no Porto – onde, anteontem, um gang juvenil espalhou o pânico e agrediu um jovem – já tinham alertado dezenas de vezes a Direcção para a falta de segurança do estabelecimento de ensino. Todos os avisos foram, contudo, ignorados.

26 de março de 2011 às 00:30

"Há sete anos que o meu filho frequenta o colégio e, durante este tempo todo, alertei a Direcção para a falta de segurança. Qualquer pessoa entra na escola e leva uma criança. Os seguranças nunca exigiram nenhum documento de identificação" explicou, ao CM, António Quelhas, pai de um aluno de dez anos.

A cena de extrema violência perpetrada pelo gang de dez jovens, que frequentam a Escola Secundária Carolina Michaëlis, deixou os alunos bastante assustados e receosos de que se repitam os ataques. Há cerca de meio ano, já tinha ocorrido uma situação bastante semelhante.

"Estava a trabalhar, longe do Porto, quando o meu filho me ligou, assustado. Percorri 50 quilómetros para saber o que se estava a passar. Quando cheguei, o meu filho e pelo menos mais seis crianças correram para o pé de mim, assustados", disse a mesma testemunha.

Os encarregados de educação não escondem também a revolta por anteontem, após os confrontos, terem sido proibidos de entrar na escola. "Disseram que não podia entrar e que as crianças só saíam com autorização. Não nos queriam deixar ver se os meninos estavam bem", rematou António. O CM contactou a Direcção do colégio, que não prestou esclarecimentos.

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