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Correio da Manhã

Portugal
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Ao minuto Atualizado às 14:42 | 14/04

"Ela e o Dux não se estavam a entender": Mãe de vítima de noite trágica no Meco relata tensão com João Gouveia

João Gouveia, o único sobrevivente da noite fatítidica não está presente esta quarta-feira no julgamento.
14 de Abril de 2021 às 09:53
João Miguel Gouveia era o ‘Dux’
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais de uma das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais de Catarina, uma das vítimas da tragédia no Meco
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
João Miguel Gouveia era o ‘Dux’
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais de uma das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais de Catarina, uma das vítimas da tragédia no Meco
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
João Miguel Gouveia era o ‘Dux’
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais de uma das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais de Catarina, uma das vítimas da tragédia no Meco
Pais das vítimas do Meco chegam a tribunal
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Os pais das vítimas da noite fatídica no Meco são esta quarta-feira ouvidos em tribunal. João Gouveia não marca presença no julgamento. 

Os pais de Ana Catarina, que em 2013 frequentava o terceiro ano do curso de Turismo na Lusófona, são os primeiros a falar.
Ao minuto Atualizado a 14 de abr de 2021 | 14:42
14:19 | 14/04

"Disse-me que se ia afastar": Joana Barroso dava sinais de tensão, conta mãe

Joana Barroso já dava sinais de que algo não estaria bem e já ponderava abandonar a função na praxe.

"Aquela função tirava-lhe muito tempo e por isso já tinha dito a mim e ao pai que se calhar se ia afastar", conta Mariana.

Sobre o que fazia exatamente, a mãe afirma que Joana lhe dizia que "estava lá a fazer praxes" mas que não lhe havia falado em comissão de praxe.

"Sobre o fim de semana disse-me que iam reunir-se para preparar as praxes de 2014, que era um fim de semana académico. Disse-me que ia para a zona de Sesimbra", acrescenta.

Mariana afirma que achava que eram "brincadeiras leves" e que não via a filha a rastejar aos pés de alguém: "Ela nunca me falou disso". 
14:09 | 14/04

Mãe de Joana Barroso: "Ela e o Dux não se estavam a entender"

É a vez de Mariana Barroso, mãe de Joana, uma das vítimas, ser ouvida. A filha tinha 21 anos quando morreu. A jovem já tinha terminado a licenciatura em serviço social e, na altura do acidente, fazia um mestrado em serviço social. Vivia num quarto em Lisboa. A família é de Santiago do Cacém.

Mariana afirma que sabia que a filha "tinha sido eleita para um cargo académico na universidade Lusófona para representar o curso", mas que só depois da morte é que soube que era na comissão de praxe.

Sobre os últimos meses de vida de Joana, a mãe da jovem afirma que andava tensa e que já ponderava afastar-se daquela função. 

"Nos últimos tempos ia casa de mês a mês. Geralmente era de 15 em 15 dias", começa por explicar. "Em 2013 notei-a, uns meses antes de acabar o ano letivo, tensa e nervosa. Ela e o Dux não se estavam a entender", relata.
11:08 | 14/04

"Não falávamos muito de escola", refere Sílva, mãe de Andreia Revez

Mãe de Andreia Revez refere que a jovem tinha 21 anos e que "gostava de estar na universidade. Dizia que tinha de estudar mais". 

"O tempo que passávamos juntas estávamos mais em família e não falávamos muito de escola", refere Sílvia emocionada. 
10:59 | 14/04

"Não tinha conhecimento do encontro daquele fim de semana", disse mãe de Andreia Revez

Sílvia Guerreiro, mãe de Andreia Revez, é a segunda testemunha da sessão de julgamento de hoje.  A segunda mãe já está cá dentro e vai começar

Andreia Revez frequentava o curso de engenharia biotecnológica desde 2010. Quando ocorreu a situação trágica andreia estava no terceiro ano mas curso ainda não estava concluído.

A jovem vivia, na altura, com os avós, por decisão dos pais que já estavam separados.

A mãe esclarece que durante a semana, nas aulas, a jovem vivia num apartamento partilhado com colegas da escola e ia ao Algarve, onde os pais vivem, de 15 em 15 dias.

"Sabia que realizava atividades no âmbito da praxe? Sabia que era representante do curso dela? A mãe responde que não. "Só tive mais conhecimento de tudo depois do falecimento dela, não tinha conhecimento do encontro daquele fim de semana", diz Sílvia Guerreiro.
10:39 | 14/04

"Minha filha amava a faculdade que não a protegeu", diz Mãe de Catarina

"O meu marido disse liga lá à menina. Eu disse que ao valeria a pena porque ela já estava cansada e deve estar a dormir", refere a mãe de Catarina e explica que já era 01h00 de domingo. 

"Peço lhe por tudo Sra. Juiza, registe tudo o que eu disse, eu perdi uma filha. A minha filha amava a faculdade que não a protegeu. A doutora não sabe o que é estar uma semana voltada para aquele mar à espera do corpo da minha filha. A Lusófona não fez nada".

"O meu marido era administrador da Caixa-Geral de Depósitos que mandaram logo duas psicólogas para nos acompanhar. No dia em que vou ao computador da minha filha da aplicação da faculdade, escreva isto por favor, pus a senha da minha filha e estava a mensalidade por cobrar e a dizer desaparecida na praia do Meco. Faculdade essa que até dia 8 de Janeiro de 2014 nunca nos disse nada. Nem um telefonema", refere a mãe de Catarina. 

"Já esperava há muito por esta oportunidade de poder falar", remata.
10:31 | 14/04

Mãe de Ana Catarina chora ao relembrar a última vez que falou com a filha

Mãe de Ana Catarina exalta-se um pouco com advogada de João Gouveia porque entende que a advogada estava a insinuar que a mãe compactuava com as atividades de praxe. 

A advogada questiona qual foi o último contacto com filha?

"Foi numa atividade de fazer azevias onde íamos todos os anos para uma escola do Barreiro, onde vivemos. A menina foi comprar uma máquina de esticar massa para ajudar, levou-me a máquina, na sexta-feira, dia 13. No sábado eu fui para casa de amigas fazer as azevias, regressei e quando ia tomar banho a menina liga-me para saber como tinha corrido com a máquina nova", conta a mãe e emociona-se. 

Mãe de Ana Catarina chora a contar a última vez que falou com a filha.
10:12 | 14/04

"Ela mentiu aos colegas, está nas mensagens", refere a mãe da jovem

Segundo a testemunha, mãe de Catarina, na sexta, dia 13, a jovem esteve a trabalhar no part time de um hotel em Lisboa por isso não foi logo para meco.

Segundo a testemunha, Catarina foi trabalhar na sexta, dia 13, num part-time de um hotel em Lisboa e por isso juntou-se aos colegas, no Meco, só no sábado. 

"Ela mentiu aos colegas, está nas mensagens. Enviou-lhes duas SMS a dizer que não tinha ido ainda para o Meco, porque tinha adormecido e mais tarde que ainda não tinha ido porque o telemóvel tinha caído. Era mentira porque ela estava a trabalhar. Como pais pensamos "porquê que ela mentiu aos colegas?! Estava com medo de represálias!?", questiona Fernanda, mãe de Catarina. 

Os representantes da Lusófona questionam, como é que a Ana Catarina assegurava as despesas diárias?", tendo a mãe explicado que os pais davam-lhe cerca 30/40 euros de semanada.

A mãe de Ana Catarina diz que a jovem ainda estava a frequentar o curso. E acrescenta que sabia que a filha ia a festas e a eventos de praxe. 

No entanto, Fernanda considera que a Universidade Lusófona não protegia os alunos de praxes e humilhações e que deveria ter conhecimento daquilo que acontecia aos alunos em nome da instituição. "Como professora, na minha escola, se houver violência e humilhação aos nossos alunos nós sabemos e intervimos", diz a mãe. 

A advogada de João Gouvia questionou se Fernanda sabia que a filha participava em atividades de praxe, referiu rally tascas. "Ouvi falar em rally tascas mas só depois da tagédia é que percebi o que era", diz.
10:04 | 14/04

O ex namorado de Catarina é uma das testemunhas que virá ao tribunal

A mãe de Ana Catarina refere em tribunal que só conseguiu ver muitas das mensgens que a filha recebeu naquele fim-de-semana passados meses. "Se há muitas SMS que a minha filha em vez de eu saber logo só soube muito tempo depois porque alguém me confiscou logo o telemóvel, pediu logo o telemóvel e eu dei (fala do ex-namorado da jovem, João Maria). Em causa estavam mensagens trocadas pelos dois. Era "estes filhos da p*** já me obrigaram a fazer 150 periquitos e a beber" e a resposta do namorado foi "aguenta que é mesmo assim". Ele queria o telemóvel à força devido a estas mensagens", explica a mãe. 

O ex namorado de Catarina é uma das testemunhas que virá ao tribunal.

Mãe acredita que filha era representante do curso mas achava que era para representar a universidade, não que fosse para serem humilhados ou praxar alguém.
09:57 | 14/04

Pais de Ana Catarina são ouvidos em tribunal

Os pais de Ana Catarina são os primeiros prestar declarações no tribunal. 

Começam por dizer que a família e Catarina tinham um plano escolar e de futuro para a jovem bem definido.

"Em termos de comissão de praxe só tive conhecimento após a tragédia", refere a mãe da vítima. "Eu não sabia o que era o Copa, não sabia o que era o Dux, pensava que o Dux era o nome de um rapaz, uma alcunha. Em casa a Catarina não falava nisso. Só sabia que a menina trajava e que ia a jantares com os colegas, etc", acrescenta. 

A mãe diz ainda que "sobre praxes, posso dizer que a menina quando disse que vai naquele fim de semana para uma casa perto de Sesimbra só disse que iam ter uma reunião para preparar um plano de praxes para o ano letivo seguinte. Nunca seria uma mãe que permitisse que ela fosse humilhada ou que humilhasse alguém".
Meco João Gouveia crime lei e justiça
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