Pais de jovens colhidos por comboio na Maia vivem anos de angústia

Familiares das duas vítimas espanholas lamentam demora da Justiça portuguesa.
Por Manuel Jorge Bento|12.03.18
Levamos mais de dois anos de angústia, sofrimento e ansiedade pela morte do nosso filho, à qual se junta a falta de informação, já que, após dois anos de investigação, ninguém foi capaz de nos dar um pouco de luz sobre o acidente". O lamento é de Francisco e Maria Teresa, pais de Enrique, um dos três jovens - dois espanhóis e um português, João Dias -, que morreram após serem colhidos por um comboio, quando pintavam outro a grafíti, a 7 de dezembro de 2015, na Maia. O caso continua em investigação.

"Despedes-te do teu filho um sábado de manhã porque vai passar uns dias com uns amigos e acordas de madrugada com a chamada de um amigo dele, dizendo que ele morreu. Quem pode aceitar isto?", questionam Enrique e Sylvia, os pais de Jaime, jovem de 20 anos, estudante de Engenharia, outra vítima mortal. "Dois anos é demasiado tempo para estarmos sem novidades", lamentam.

Com as três vítimas mortais estavam outros dois jovens, que sobreviveram e voltaram a Espanha. "Sabemos que, antes de fugir, tiraram a chave do carro do corpo do nosso filho e foram ao nosso carro", dizem ao CM. Os sobreviventes "deixaram a chave na polícia espanhola".

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