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Correio da Manhã

Portugal
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País em alerta máximo para risco de fogos

Reforço de meios de combate a incêndios até segunda-feira, em sete distritos.
Ana Botto e Sara G. Carrilho 18 de Agosto de 2018 às 01:30
Incêndio
Bombeiros
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Altas temperaturas com o tempo quente e seco, devido a baixa humidade, aliado a vento forte previstos para os próximos dias aumentam drasticamente o risco de incêndios florestais. Por isso, a Autoridade Nacional de Proteção Civil colocou sete distritos - Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu - em alerta vermelho até segunda-feira. No resto do País, o alerta passa a laranja, o segundo mais elevado.

Mesmo durante a noite existirá risco, porque não vai haver "recuperação noturna" da humidade devido às "noites tropicais", alertou ontem Alexandre Penha, da Proteção Civil.

Para uma resposta rápida em caso de fogo, o Governo acionou a Declaração de Situação de Alerta entre hoje e quarta-feira - que já tinha sido usada na altura do fogo de Monchique - que obriga a um reforço de meios e implementação de medidas excecionais. Entre estas está a proibição de usar fogo de artifício, mesmo que previamente autorizado e a proibição de circulação e permanência em espaços florestais.
O dispositivo de combate a fogos conta, entre 1 de julho e 30 de setembro, com 10 767 operacionais, 2303 viaturas 55 meios aéreos. Até segunda-feira estão pré-posicionados nestes distritos operacionais de todo o País: bombeiros, agentes da PSP, militares da GNR, equipas das Forças Armadas, elementos da Proteção Civil, sapadores florestais, equipas médicas e de apoio social.

As forças de segurança podem ter que interromper as férias ou folgas para estarem no terreno.

PORMENORES
Festa antecipada
A comissão de festas da Senhora da Agonia antecipou uma hora, para as 23h00 de ontem, o fogo de artifício em Viana do Castelo, tendo em conta a proibição do lançamento de artigos de pirotecnia.

Fogo em mato
Um incêndio em mato deflagrou ontem na localidade de Fráguas, em Vila Nova de Paiva, e mobilizou quase 60 bombeiros que foram apoiados por dois meios aéreos. O fogo não chegou a ameaçar habitações.

Ateou incêndio
Um homem de 40 anos foi identificado pela GNR por suspeita do crime de incêndio florestal, em Cambres, Lamego. O incêndio deflagrou a 10 de agosto e consumiu 50 metros quadrados de floresta.
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