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Correio da Manhã

Portugal
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Pais pagam para reforçar segurança

Alguns pais e encarregados de educação da Escola EB 2,3 Dr. José Neves Júnior, em Faro, acolheram “com estranheza” a sugestão da respectiva Associação para o pagamento de uma quota anual de cinco euros que possibilite a contratação de dois funcionários auxiliares.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
“Achei mal, pois é mais um imposto, quando deveria ser o Ministério da Educação a providenciar o número suficiente de auxiliares para o regular funcionamento da escola”, disse ao CM, Elsa Luís, mãe de uma aluna do 9.º ano, que foi um dos muitos encarregados de educação que não aceitaram a sugestão.
Só 77 dos 600 encarregados de educação de alunos que frequentam a escola se disponibilizaram a pagar, pelo que a Associação de Pais e Encarregados de Educação apenas vai contratar um funcionário, ao abrigo dos ‘Programas Ocupacionais’ do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
“Tivemos uma fraca receptividade a esta nossa ideia e alguns pais, inclusivamente, mostraram-se escandalizados”, explicou Mary Caetano, presidente da Associação, que justifica esta medida com “as muitas queixas de indisciplina e de falta de respeito pelos bens dos alunos”.
A dirigente associativa queixa-se da “falta de vigilância e controlo na escola”, o que torna “urgente e importante” tentar resolver esses problemas.
Francisco Soares, presidente do Conselho Executivo, justifica a medida, que considera “de louvar”, com o facto de “a escola precisar de mais vigilância”, denunciando ainda a falta de resposta do Ministério aos sucessivos pedidos de mais auxiliares.
Libório Correia, director regional de Educação, lembra os rácios de alunos com que são calculados funcionários e professores, considerando “positiva” esta cooperação entre associação de pais e a escola.
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