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Correio da Manhã

Portugal
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País porta-se mal no sexo

O comportamento sexual dos portugueses é preocupante: a gravidez na adolescência é vice-campeã da Europa e o uso geral de contraceptivos é um desastre. Conclusões tiradas ontem por especialistas no primeiro de três dias do 4.º Simpósio de Sexologia da Universidade Lusófona.
20 de Janeiro de 2006 às 00:00
A gravidez na adolescência é alarmante: 22 casos em cada mil raparigas entre os dez e os 19 anos. Mas no que se refere aos companheiros das jovens mães, só um quinto têm idades idênticas. Os demais são adultos. Sem dados para fugir a cenários negros, analisa-se a contracepção: a pílula está no topo. Curiosamente, são as adolescentes quem mais associa a pílula ao uso do preservativo, contra três por cento das adultas. Para piorar, a partir dos 20 aumenta o esquecimento da toma entre ciclos e a atitude face ao sucedido é, quase sempre, leviana.
“A sociedade critica as adolescentes, mas as mulheres mais velhas e informadas fazem a mesma coisa”, afirmou Lisa Vicente, da Materinidade Alfredo da Costa – na sua intervenção, entre vários oradores.
Acontece que as mulheres decidem-se pela escolha de um método contraceptivo aconselhando-se entre elas – e não através dos médicos. Ou seja, 30,7 por cento das adolescentes só discutem o tema entre elas e, 31,1 por cento, com os parceiros. Só depois dos 30 anos, quase 70 por cento procura um ginecologista.
Será que ter informação elimina o problema das doenças sexualmente transmissíveis? Américo Baptista, promotor do Simpósio, nega. “É preciso conjugar informação, motivação e saber usar da prevenção.”
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