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Correio da Manhã

Portugal
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Pais reabrem escola de Setúbal

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica 2 3 Luísa Todi, provisória há mais de trinta anos, fechou esta quinta-feira os portões a cadeado como forma de protesto contra as condições em que a escola se encontra e exigindo a construção de um novo estabelecimento. O protesto terminou cerca de duas horas depois, estando os portões abertos e a escola a funcionar dentro da normalidade. Ana Cristina Gomes, presidente da Associação disse ter prometida para hoje uma reunião com os responsáveis da Direcção Regional da Educação de Lisboa.
14 de Dezembro de 2006 às 12:59
Por volta das 08h15, um grupo de dezena de pais, professores e pessoal auxiliar, entre os quais a delegada sindical Maria Manuel, solidária com o protesto, estava concentrado junto à escola, protestando contra as condições em que o edifício se encontra.
Ana Cristina Gomes, presidente da Associação, esclarece que há mais de dez anos que o Ministério da Educação vem prometendo e protelando “a construção de uma nova escola onde chove no Inverno e faz um calor insuportável durante o Verão”. Segundo a responsável, “os pavilhões da escola têm telhados de lusalite (fibrocimento) o que significa que as nossas crianças sofrem com o frio, com a humidade e com o calor dentro das salas de aula”, assim como vários problemas de segurança, uma vez que a escola está situada numa zona problemática.
No ano passado, por esta altura, os alunos escreveram ao Ministério da Educação a pedir um novo estabelecimento de ensino. Como não foram atendidos, a Associação decidiu este ano fechar a escola a cadeado.
De acordo com o comunicado entregue aos jornalistas, a Associação de Pais e Encarregados de Educação “tem o dever de exigir o respeito pelas crianças para o presente e para o futuro e para que a nova escola venha a ser uma realidade a breve prazo”.
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