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Correio da Manhã

Portugal
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PARADA MILITAR SAI À RUA

A marcha de Carnide resolveu assinalar os 200 anos do Colégio Militar homenageando a instituição no concurso das Marchas Populares de Lisboa, deste ano, revelou ao Correio da Manhã, o ensaiador Paulo Rocha.
30 de Maio de 2003 às 00:00
O grupo de Carnide ensaia tudo até ao maipequeno pormenor
O grupo de Carnide ensaia tudo até ao maipequeno pormenor FOTO: Natália Ferraz
Uma noite destas, a reportagem do nosso jornal foi ao encontro do ensaio da marcha, nas instalações do Instituto Adolfo Coelho, em pleno Largo da Luz, e assistiu a uma sessão de trabalho determinada, de um grupo de baixo escalão etário.
Os rapazes, autênticos meninos da Luz, vão surgir trajados com a primeira farda utilizada pelo Colégio Militar, já lá vão dois séculos, enquanto as raparigas se apresentarão como damas da corte.
Em pleno ambiente do século XVIII, Paulo Rocha teima com os marchantes para que eles executem as marcações na perfeição e explica: "Eles têm de marchar como os primitivos alunos do Colégio".
Primeiro os rapazes. Em seguida o grito do timoneiro, "agora as mulheres", e tudo corre com animação, mas dentro de parâmetros aceitáveis de disciplina.
No dia da exibição no pavilhão do Belenenses, "tudo sairá bem e faremos uma parada militar à maneira", refere animado o ensaiador.
Apesar do Colégio Militar ocupar uma fatia significativa do trabalho, outras vertentes do bairro não serão esquecidas, como a emblemática Feira da Luz, onde decorrerá o arraial.
A marcha de Carnide fará a sua exibição no pavilhão do Restelo, no dia 6 de Junho.
GRUPO DEVE SER DINÂMICO E HARMONIOSO
Apesar da sua juventude, aos 39 anos, Paulo Rocha já tem acumulada alguma experiência como ensaiador. Coreógrafo e bailarino, este artista surgiu o ano passado, em Carnide, por convite e, promete continuar até ser convidado".
Está nas marchas por acaso mas, sente-se atraído, "pelo dinamismo e harmonia que se pode imprimir a um grupo amador". O único lamento que expressa é aquilo que considera ser, "as regras rígidas que têm de ser respeitadas, o que lhe retira a espontaneidade de que necessita". Sobre o espírito bairrista aprecia-o, "dentro das regras da sã convivência entre todos", porque se trata de uma festa.
FICHA
TEMA: O real Colégio Militar da Luz nas cortes de Carnide
CORES: Amarelo, azul, preto, branco e vermelho
PADRINHOS: Mané Ribeiro e João Ricardo
COMPOSITOR: Álvaro Sales
LETRISTA: José Araújo
PORTA-ESTANDARTE: Ana Ramos
MASCOTES: -
ENSAIADOR: Paulo Rocha
COORDENAÇÃO: Paula Granja
COLECTIVIDADE: Sociedade Dramática de Carnide - Azinhaga das Freiras, Lisboa 1600-469
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