Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

“Param quando levarem um tiro”

Os agricultores do Ribatejo, sobretudo nos vales do Tejo e do Sorraia, desesperam com o à-vontade dos ladrões, que todas as noites atacam as herdades em busca de cobre. Os furtos de pivôs de rega, por exemplo, subiram de 44 no ano passado para 58 de Janeiro até Julho. Ao todo, a GNR de Santarém recebeu 542 queixas por furtos de cobre, mais 23 por cento do que no período homólogo do ano passado.
10 de Agosto de 2011 às 00:30
Joaquim Monteiro, de Fajarda, Coruche, é um dos agricultores revoltados com os furtos de cobre
Joaquim Monteiro, de Fajarda, Coruche, é um dos agricultores revoltados com os furtos de cobre FOTO: Rui Miguel Pedrosa

António Marinheiro, da Quinta Grande, confirmou ao CM que são frequentes os furtos de pivôs dos grandes sistemas de rega. "Queixas? Ai Jesus, há muitas queixas!", exclama a vítima.

"Eles levam tudo: cobre, ferro, portões das quintas, derrubam os postes, cortam os cabos de média tensão", lamenta ao nosso jornal Joaquim Monteiro, em Fajarda, Coruche. "Enquanto um deles não apanhar um tiro não deixam de roubar", diz.

A maioria das queixas de furto de cobre tem origem na EDP e na PT mas os furtos em propriedades agrícolas, casas, obras e armazéns também aumentaram.

O comandante da GNR no distrito de Santarém, Côrte--Real Figueiredo, admitiu à Lusa que estes números estão aquém da realidade, porque muitos agricultores não apresentam queixa.

RIBATEJO AGRICULTORES COBRE FURTOS
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)