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Correio da Manhã

Portugal

“Parecíamos bonecos”

João Caracol garante que nunca esquecerá aquele momento. "Parecíamos bonecos a voar pelos ares. Nunca passei por um susto assim", conta ao CM o bombeiro de Portimão no local onde, na manhã de anteontem, uma explosão no interior de uma loja e oficina de motos provocou 11 feridos.
27 de Novembro de 2008 às 00:30
Moisés Delgadinho calcula prejuízos superiores a 500 mil euros
Moisés Delgadinho calcula prejuízos superiores a 500 mil euros FOTO: Miguel Duarte

O bombeiro descreve "um sopro brutal, que só por sorte não provocou vítimas mortais." A felicidade, garante, "foi não estar ninguém no interior da loja no momento da explosão. Tínhamos saído para trocar as garrafas de oxigénio". Mesmo no exterior, vários bombeiros ficaram feridos.

"Uma porta foi parar a cerca de 40 metros: se atingisse alguém, teríamos mortes", acentua João Caracol, que desconhece as causas do incêndio e explosão. "Com as lanternas desligadas, não conseguimos ver de onde vinha o fogo e entretanto deu-se o rebentamento."

Os prejuízos na loja e oficina ascendem a mais de 500 mil euros, segundo o proprietário, Moisés Delgadinho. "Só o material que estava na loja, totalmente pago, anda pelos 150 mil euros, mais 50 mil em peças. A isso juntam-se outras despesas e a casa." O edifício, de três pisos, que inclui a loja "não tem seguro", o que se traduz "numa dificuldade acrescida, pois queria retomar a actividade de imediato, mas não disponho de recursos". Moisés tem outro problema: os documentos desapareceram, assim como cheques e dinheiro, queimados pelo fogo.

O bombeiro Carlos Delgadinho (irmão do dono da loja) é o único dos 11 feridos que continua internado. A PJ investiga e um homem que recentemente roubou um capacete na loja poderá ser interrogado. Um curto-circuito é ainda a causa mais provável.

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