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Parlamento aprova voto de pesar pela morte do Nobel da Paz

Dissidente chinês Liu Xiaobo morreu, aos 61 anos, no passado 13 de julho.

19 de julho de 2017 às 19:08

O parlamento português manifestou esta quarta-feira o seu pesar pela morte do dissidente chinês Liu Xiaobo, cuja luta contrariou um "modelo político", na China, que "fecha constantemente os olhos aos direitos, liberdades e garantias".

O voto, apresentado pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), foi aprovado com os votos do PS, PSD, BE, CDS, PAN, os votos contra do PCP e a abstenção do PEV.

Quando os deputados do PCP se levantaram para votar contra, ouviram-se comentários como "Tiananmen", "Lembram-se de Tiananmen?".

Liu lutou a negociação "pela libertação pacífica" dos estudantes presos após as manifestações pró-democracia".

Foi condenado a 11 anos de prisão pelos tribunais chineses por subscrever um texto que "exigia uma reforma política na China" e recebeu o Nobel da Paz em 2010, lê-se no texto.

O dissidente chinês Liu Xiaobo morreu, aos 61 anos, em 13 de julho, na província de Liaoning, onde o Nobel da Paz de 2010 estava hospitalizado com cancro do fígado.

Liu Xiaobo esteve detido mais de oito anos por "subversão".

Foi o primeiro Prémio Nobel a morrer privado de liberdade desde o pacifista alemão Carl von Ossietzky, que morreu em 1938 num hospital quando estava detido pelos nazis.

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