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Passeios na avenida

Trabalhos arrancam a meio de março e acabam no início de 2017.

21 de fevereiro de 2016 às 12:24

Avenidas mais movimentadas de Lisboa precisam de requalificação?

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Avenidas mais movimentadas de Lisboa precisam de requalificação?

Depois da requalificação da zona ribeirinha, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, vai revolucionar duas das mais movimentadas avenidas da cidade, o Eixo Central, que vai do Marquês de Pombal a Entrecampos. São nove meses de obras e, com elas, os inevitáveis constrangimentos de trânsito. Os trabalhos vão ser adjudicadas ao consórcio Luís Frazão/Vibeiras por 7,5 milhões de euros, menos 1,9 milhões do que o preço máximo levado a concurso.

A estratégia é, mais uma vez, uma nova maneira de pensar a cidade, não só ao nível da circulação automóvel, mas principalmente no modo de viver e desfrutar o espaço público. Mais esplanadas, mais árvores, mais relvados, passeios mais largos, ciclovias nos dois sentidos e, inevitavelmente, menos faixas de rodagem, menos carros e estacionamentos. Ou seja, a cidade virada para as pessoas. As obras, que arrancam já a meio de março e só terminam no início de 2017 (antes das eleições autárquicas), desenvolvem-se, por fases, em três frentes: Entrecampos-Saldanha, Saldanha-Picoas, e Picoas-Marquês de Pombal.

As alterações na Av. República (com incidência no Campo Pequeno) são principalmente o alargamento de vias, ciclovias nos dois sentidos, mais árvores e separador central relvado.

No Saldanha, deixa de ser possível circular de automóvel junto aos prédios (as faixas laterais dão lugar a esplanadas, ciclovias de ambos os lados, relvados e árvores). A rotunda interior mantém-se, mas mais pequena. Será a última obra a ser concluída e, embora cause constrangimentos no trânsito, a circulação nunca será cortada.

Em Picoas, haverá também alterações. As faixas laterais desaparecem, dando lugar a passeios arborizados, e os carros passarão a transitar apenas no corredor central da Av. Fontes Pereira de Melo, com três vias.

O estaleiro das obras ficará no terreno da antiga Feira Popular, que a CML quer vender por 135,7 milhões de euros.

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