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Correio da Manhã

Portugal
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Passos Coelho: Avaliação da troika decorreu "com bastante sucesso"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta segunda-feira que a quarta avaliação da troika ao cumprimento do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal decorreu "com bastante sucesso".

4 de Junho de 2012 às 15:04
"Portugal está a cumprir (...) tudo o que é relevante do nosso Programa de Assistência Económica e Financeira", afirmou Passos Coelho
'Portugal está a cumprir (...) tudo o que é relevante do nosso Programa de Assistência Económica e Financeira', afirmou Passos Coelho FOTO: Lusa

Em declarações aos jornalistas, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, Pedro Passos Coelho afirmou que "todo o quarto exame regular decorreu com bastante sucesso", que "o ritmo das reformas estruturais que tem também vindo a ser implementado foi também elogiado pela própria troika" e negou que tenham sido pedidas mais medidas relativas às rendas do sector energético.

"São resultados, como todos sabem, bastante positivos, que mostram que Portugal está a cumprir, quer no aspecto quantitativo, quer no aspecto qualitativo, tudo o que é relevante do nosso Programa de Assistência Económica e Financeira", sustentou Passos Coelho.

Quanto às rendas do sector energético, o primeiro-ministro afirmou: "Houve uma avaliação que conduziu à necessidade de monitorizar bem as medidas que foram adoptadas pelo Governo português, mas, ao contrário do que tenho lido até ainda hoje em alguma imprensa, não houve menção de que tivessem de existir novas medidas ou o reforço de medidas na área da energia".

Segundo Passos Coelho, não houve sobre esta matéria "nenhuma crítica especial".

Em seguida, o primeiro-ministro referiu que "quando se fazem reformas na área pública e elas podem contender com alguns interesses que estejam instalados, há sempre reacções negativas, isso é esperado", acrescentando: "Mas o Governo não costuma e eu não tenho tido esse hábito de andar a chorar por causa das resistências que às vezes são encontradas quando o Governo quer implementar reformas importantes".

"Nós prosseguiremos e iremos até intensificar o risco dessas reformas, porque é o País que está impaciente para que o efeito positivo dessas reformas possa aparecer o mais rapidamente possível, como alguns dos efeitos já estão a ser sentidos", concluiu.

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