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Correio da Manhã

Portugal
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Pastor diz que foi raptado por dois homens armados

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar as circunstâncias do desaparecimento de um homem de 24 anos, pastor numa quinta de Pedrógão de São Pedro, concelho de Penamacor.
7 de Março de 2005 às 00:00
O pastor já telefonou para casa da família a dizer que tinha sido raptado por dois indivíduos armados e que se encontrava próximo de Castelo Branco. Questões relacionadas com dívidas antigas poderão estar na origem do sequestro.
O alerta do desaparecimento de José Luís Canheto foi dado pela companheira ao encarregado da quinta, Lúis Borrego, que de imediato avisou a GNR de Penamacor.
Segundo disse Luís Borrego ao Correio da Manhã, o pastor saiu de casa na noite de sexta-feira, na viatura de que é proprietário, um Fiat Palio, de cor azul escuro, de matrícula 73-50-NR.
O pastor andou a trabalhar normalmente na sexta-feira e à noite pediu 10 euros emprestados para ir meter combustível. Regressoua casa, na quinta, e cerca das 22h00 terá sido surpreendido pelos supostos raptores. De acordo com o que a companheira contou à GNR, “os dois homens, que actuaram de cara destapada, ameaçaram-no com uma pistola e depois obrigaram-no a meter-se dentro do carro”.
Pouco tempo depois, já na madrugada de sábado, o pastor ligou para casa e disse à mulher que estava “numa sala escura com duas janelas, perto de Castelo Branco”. No segundo telefonema, disse que os indivíduos não o agrediram, mas que não lhe deram de comer.
Luís Borrego, o encarregado que também já falou ao telemóvel com o pastor, não entende as razões que podem estar na origem do desaparecimento, a não ser o facto, usual, de “ele andar sempre com problemas de falta dinheiro”.
“É um rapaz trabalhador, que pouco saía de casa e quando o fazia regressava cedo. Ao telemóvel ele não contou nada, apenas salientou que não sabia ao certo onde estava”, acrescenta Luís Borrego.
O encarregado da quinta acrescenta que se trata de um caso “muito misterioso”.
Inspectores da PJ estão em campo: falaram com a companheira e outras pessoas que conhecem o pastor e agora procedem a investigações no sentido de desvendarem o caso e tentarem localizar raptores e raptado. Em Pedrógão de São Pedro poucas pessoas têm conhecimento do caso, porque a quinta fica um pouco distante do povoado. A mulher do pastor está em casa de familiares que residem noutra zona da raia.
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