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Correio da Manhã

Portugal
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Patrões do alterne contra as rusgas

Os empresários da noite estão zangados com as autoridades policiais e queixam-se de "manifesto exagero" nas rusgas que ultimamente têm tido como alvo as casas de alterne.

26 de Outubro de 2008 às 00:30
O bar Ritmus, na Curia, foi uma das casas fiscalizadas na operação realizada na madrugada de ontem
O bar Ritmus, na Curia, foi uma das casas fiscalizadas na operação realizada na madrugada de ontem FOTO: Sónia Caldas

Na madrugada de ontem foi a vez dos bares da parte sul do distrito de Aveiro. Resultado: uma brasileira foi detida e seis outras foram notificadas para abandonar o País. Os responsáveis pelos 140 homens da GNR e do SEF que levaram a cabo esta operação admitiram que, "mesmo na noite e fruto do intensificar das acções de fiscalização, as ilegalidades têm diminuído".

Quem mostra alguma revolta são os empresários. "Eu até sou a favor das acções de fiscalização, mas acho que têm exagerado. Hoje fiquei com a noite estragada", afirmou Rui Pedro Lopes, proprietário da Ritmus, na Curia, Anadia.

Esta casa de alterne, aberta há menos de um mês, estava em pleno funcionamento quando mais de duas dezenas de militares da GNR e agentes do SEF entraram e mandaram acender as luzes. Se as quinze mulheres, na sua maioria estrangeiras, quase não reagiram, já da parte dos clientes foram várias as "bocas" perante a presença de militares do Pelotão de Intervenção, que impediam a saída de quem quer que fosse, antes de ser fiscalizado.

Cerca de uma hora depois, os ânimos exaltaram-se, quando a imprensa, devidamente autorizada pelo proprietário a captar imagens – desde que protegidas as identidades –, apontou as máquinas.

"Para me tirar fotos têm que pagar", protestou energicamente uma alternadeira, vestida de polícia. Tirando o generoso decote, estava fardada a rigor. "Ninguém fotografa, nem filma, porque temos direito à imagem", protestavam as colegas, apesar das explicações dos repórteres e do proprietário da casa, garantido a preservação da imagem.

Também alguns clientes não gostaram e reagiram mal. "Podem estar a pôr em causa matrimónios. Sabem bem que tipo de casas são estas", afirmou em tom exaltado um deles, receando que a mulher pudesse ver as imagens.

O proprietário da Ritmus, casa que está licenciada como ‘café restaurante’, diz ter licença para apresentação de espectáculos, entre os quais o streep.

Quanto às mulheres, diz que elas são contratadas através de uma agência de Lisboa, de cuja legalidade nunca duvidou. Os empresários dizem que há cada vez maior preocupação com o cumprimento da lei e asseguram que o "sector do alterne tem sido massacrado de mais".

Também no distrito do Porto, concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, seis casas foram ontem fiscalizadas, com destaque para o Hot-niggt, da Lixa. Cinco brasileiras foram detidas e outras sete foram notificadas para abandonar o País.

PORMENORES

DROGA APREENDIDA

Na operação de Penafiel, o NIC deteve um indivíduo de 26 anos na posse de dois sabonetes de haxixe, com 265 gramas, marcados com o símbolo da marca de automóvel Audi.

DETIDOS NA ESTRADA

A GNR de Aveiro levou também a cabo uma operação de fiscalização rodoviária, em que deteve oito condutores. Quatro por condução sob o efeito de álcool, dois por desobediência e outros dois por condução sem carta.

 

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