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Correio da Manhã

Portugal
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PATRÕES TROCAM AUMENTOS SALARIAIS POR FORMAÇÃO

Os patrões portugueses propõem um novo modelo para as negociações salariais, que tem como suporte a inflação na Zona Euro e que prevê uma redução dos aumentos salariais e uma maior aposta na formação dos trabalhadores, segundo noticia hoje o jornal “Público”.
23 de Setembro de 2002 às 11:37
A reforma do modelo das negociações salariais, defendida em 2001 pelo governador do Banco de Portugal Victor Costâncio, prevê que os salários passem a ser negociados para dois anos, tendo como base a inflação da Zona Euro – que em Agosto atingiu a média de 2,2 por cento – e não a inflação registada em Portugal – que chegou este ano aos 3,7 por cento.

Os patrões da indústria, comércio e turismo portugueses pretendem adoptar esta fórmula, propondo como contrapartida um maior investimento na formação profissional. Por outro lado, admitem ainda atribuir prémios a quem mais trabalha e produz.

As confederações de patrões lançam ainda o alerta de que, no que diz respeito à Função Pública, não devem haver os aumentos para 2003, já que neste sector os salários já são muito altos.
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