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Correio da Manhã

Portugal
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Patrulha da GNR mata ladrão a tiro

Um homem de 48 anos morreu ontem, em Brejo de Cima, baleado por um guarda da GNR quando roubava gasóleo de duas máquinas da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra. O assaltante, que tentou atropelar os elementos da patrulha, apenas parou quando foi atingido por um dos tiros disparados com o objectivo de imobilizar o carro em que seguia.
16 de Março de 2005 às 00:00
As balas da GNR entraram pelo vidro traseiro direito do carro e atingiram o condutor, que ainda conseguiu percorrer uma distância de 200 metros, entre o local do assalto e o sítio onde a viatura se imobilizou.
Segundo o tenente-coronel Costa Cabral, das relações públicas do Comando-Geral da GNR, “o assaltante não obedeceu às ordens e a patrulha fez alguns disparos para tentar parar o carro e uma das balas atingiu alegadamente o condutor”.
“O indivíduo, ao ser interceptado de madrugada pelos guardas a roubar gasóleo de máquinas, fugiu para dentro da sua viatura e, em seguida, pôs-se em andamento”, acrescentou o oficial da GNR. Nessa altura, um dos guardas colocou-se à frente da viatura, para travar a fuga, e quase foi atingido, tendo um segundo guarda feito o mesmo, mas foi abalroado e ficou ferido. O ladrão transportava uma caçadeira com munições, no banco ao lado do condutor, e foi transportado com vida ao Centro de Saúde de Pampilhosa da Serra, onde acabou por falecer. Um dos guardas sofreu várias escoriações e traumatismos e foi assistido nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Quando foi surpreendida, a vítima mortal, que“viveu uns tempos em Poiares, mas era da zona de Lisboa”, já tinha dentro do carro vários recipientes de 30 litros cheios de gasóleo. Tinha cadastro por furto e estava em liberdade há pouco tempo, depois de ter cumprido uma pena.
O guarda que atingiu o ladrão foi presente a Tribunal e continua ao serviço, sujeito a termo de identidade e residência no âmbito do processo.
ROUBOS DESDE SETEMBRO
Na madrugada de sexta-feira para sábado, o indivíduo morto ontem roubou “mais de 200 litros de gasóleo de duas máquinas”. Um furto que ficou registado na câmara de vídeo colocada no local por funcionários da autarquia para apurar a hora exacta (04h02) a que o assaltante entrava em acção. Ontem, a GNR chegou à hora certa ao local e apanhou o indivíduo em flagrante. “Perdemos noites atrás dele”, afirmou um funcionário da Câmara da Pampilhosa da Serra, garantindo que “o indivíduo conhecia muito bem a zona e roubou muitos milhares de litros de gasóleo nesta região”. A população de Brejo de Cima está agora mais descansada e lembra “os muitos roubos de gasóleo de máquinas durante a noite desde Setembro”.
O QUE DIZ A LEI
CASOS EXTREMOS
Os agentes das forças de segurança só podem recorrer a armas de fogo em casos extremos: sempre que não exista qualquer outro meio menos perigoso para cumprir a acção policial pretendida.
DEFESA DA VIDA
O agente policial deve esforçar-se para não causar ferimentos aos envolvidos na acção policial, preservando sempre a vida.
PERIGO
O recurso a arma de fogo só é permitido se houver perigo de morte ou ofensa à integridade física grave do agente policial ou a terceiros. Também é legítimo o recurso a armas de fogo para prevenir um crime que ameace a vida de alguém.
CASOS DE FUGA
As autoridades podem usar armas de fogo quando o suspeito ameaça fugir ou quando, efectivamente, foge. O mesmo se passa em casos de sequestro, para salvar o refém, ou para efectuar a prisão de um evadido que queira fugir ao cumprimento da sua pena. Em qualquer circunstância, os meios utilizados pelas autoridades devem ser proporcionais.
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