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Correio da Manhã

Portugal
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Pedra fere na auto-estrada

Podia ter causado uma tragédia de grandes dimensões a pedra que, anteontem, às 04h00, foi atirada de um viaduto que liga Barqueiros às Necessidades, para a A11 (auto-estrada entre Braga e Esposende). A pedra tingiu o pára-brisas do jipe de Agostinho Mendes, de 46 anos, que ficou ferido e só por milagre conseguiu evitar o despiste da viatura.
17 de Outubro de 2006 às 00:00
Agostinho mendes, vítima da pedrada, diz que foi 'milagre' ter escapado com vida
Agostinho mendes, vítima da pedrada, diz que foi 'milagre' ter escapado com vida FOTO: Sérgio Freitas
“Eu pensei que tinha apanhado um tiro”, disse Agostinho Mendes ao CM, referindo que ainda viu “quatro indivíduos em cima do viaduto”. A pedra estilhaçou o vidro do jipe e atingiu Agostinho Mendes na testa. O condutor foi suturado com 30 pontos.
Fonte da BT da GNR disse ao CM que “já não é a primeira vez” que, naquele local, acontecem actos de vandalismo desta natureza.
Segundo testemunhas, desde há cerca de um ano que se registam actos de vandalismo, provados pelas pedras que ficam espalhados no piso da auto-estrada, junto ao referido viaduto. Outros incidentes do género, nomeadamente num troço da A3, levaram a concessionária Brisa a criar redes de segurança e protecção em alguns viadutos.
Agostinho Mendes fez saber que vai exigir responsabilidades, sublinhando que está a “accionar todos os mecanismos nesse sentido”.
Fonte da AENOR, concessionária da A11, disse ao CM que a empresa não pode ser responsabilizada, porque se trata de “um viaduto municipal”, mas nada afirmou sobre medidas preventivas. Agostinho Mendes não aceita o argumento, dizendo: “Quando fui atingido circulava na auto-estrada.”
PRIMEIRO CASO MORTAL
O primeiro caso mortal provocado por uma pedra atirada de um viaduto, na A1, na zona de Santa Maria da Feira, chegou a julgamento em 2002. O tribunal ilibou a Brisa, a empresa concessionária da via, de responsabilidade civil. O condutor de um Fiat Uno circulava na auto-estrada quando uma pedra lhe entrou pelo pára-brisas e atingiu mortalmente o pai, que seguia a seu lado. Exigiu uma indemnização, sem êxito.
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