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Correio da Manhã

Portugal
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Pedreiras ajudam famílias das vítimas de Borba com fundo financeiro

Responsáveis de empresas dizem-se de consciência tranquila.
Sofia Garcia 26 de Dezembro de 2018 às 08:42
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Ainda não há arguidos no inquérito do Ministério Público um mês após a derrocada da Estrada 254.
Mais de um mês depois da derrocada da Estrada 254, em Borba, que arrastou para a morte cinco pessoas, os responsáveis das pedreiras afirmam estar de consciência tranquila.

"As empresas não se sentem minimamente responsáveis pelo acidente que ocorreu. Estamos a aguardar serenamente aquele que será o resultado do relatório." As palavras são de Miguel Goulão, vice-presidente da Assimagra, a Associação Portuguesa dos Industriais dos Mármores.

Para resolver a falta de apoios às famílias das vítimas – Gualdino Pita, João Xavier, Carlos Lourenço, José Rocha e Fortunato Ruivo – as empresas associadas da Assimagra criaram um fundo financeiro.

"Visitei as famílias e nunca criaríamos este fundo sem o seu consentimento. Queremos dizer que estamos presentes. Não temos uma meta e o valor que conseguirmos recolher será revertido em partes iguais para todas as famílias", explica Miguel Goulão.

A tragédia foi notícia em vários países, mas o setor não acredita que a tragédia afete as exportações do diamante branco. "É óbvio que houve preocupação dos clientes em saber ‘e agora? Vai continuar a haver mármore?’. Sim, vai continuar a haver mármore", garante.

O setor rejeita que morram pessoas diariamente nas pedreiras e recorda que é a segunda área com menos acidentes de trabalho no País. Ao que o CM apurou, o inquérito do Ministério Público que visa apurar responsabilidades sobre o acidente de 19 de novembro, ainda não tem arguidos.
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