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Correio da Manhã

Portugal
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Pegou fogo à casa

Uma brincadeira quase terminou em tragédia em Rebordinho, Viseu, na quarta-feira, quando um rapaz de 11 anos incendiou a casa onde vive, depois de atear fogo a uns trapos velhos com um isqueiro. A pronta intervenção dos vizinhos e dos bombeiros evitou que as chamas se propagassem às casas contíguas.
28 de Dezembro de 2007 às 00:00
Tiago Monteiro encontrou o isqueiro no quarto da avó e foi “experimentá-lo” numa divisão recheada de lixo e colchões velhos. Quando viu tudo a arder, fugiu para a rua, mas não avisou a avó, acamada, que estava numa divisão contígua.
“Valeram-me os vizinhos que me retiraram do quarto, se não morria intoxicada”, contou ontem a avó do menor, Maria Figueiredo, de 76 anos. Segundo ela, o neto sofre de problemas do foro mental “e não percebe o que é fazer bem ou mal”.
Os pais da criança não estavam em casa e só se aperceberam do incêndio quando os sinos da aldeia tocaram a rebate. “O fogo foi rapidamente apagado e não houve problemas” de maior, explicou Armindo Figueiredo, pai de Tiago Monteiro.
A casa onde vive a família, que já tinha poucas condições de habitabilidade, ficou ainda pior, pondo em risco as pessoas que nela habitam – uma idosa, um casal e dois menores.
A família é um “exemplo de grande miséria”. “No início do ano a Cáritas retirou quatro atrelados de tractor carregados de lixo” da habitação, contou Maria Augusta, uma das moradoras, enquanto João Alves Pereira, seu vizinho, teme o pior: “Vivo em apuros. Ontem foi por pouco que as chamas não passaram para a minha casa.”
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