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Correio da Manhã

Portugal
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Peixes criados em jaulas no mar alto

A aquacultura ‘offshore’ (produção de peixes em jaulas no mar alto) está a suscitar interesse no Algarve, existindo intenções de investimento de vários privados. Um dos projectos em fase de licenciamento prevê a produção de 400 toneladas de peixe por ano.
28 de Janeiro de 2007 às 00:00
Segundo o administrador da Pescarade, António Teixeira, há dois anos que a empresa desenvolve estudos em conjunto com o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR). Mas só agora surgiu “a autorização de localização, a quatro milhas de Olhão, frente à Fuzeta”.
Segue-se a elaboração do projecto e o pedido de subsídios. Se tudo correr bem, “o projecto poderá avançar este ano”. A exploração de aquacultura destina-se à produção de espécies de peixes de alto valor comercial, como sargos, garoupas e corvinas. O objectivo é atingir uma produção “entre 300 e 400 toneladas por ano”, afirma o empresário.
No que se refere a investimento, António Teixeira, armador algarvio que possui o maior palangreiro (pesca a anzol) do País, salienta que o valor ainda não está apurado, mas “ultrapassará um milhão de euros”.
Existem ainda no Algarve pelo menos três outros pedidos de concessão de áreas do domínio público marítimo para aquacultura em ‘offshore’ O secretário de Estado das Pescas, Luís Vieira, revelou que o ano passado se realizaram quatro projectos de investigação numa parceria entre o IPIMAR e empresas privadas, quer na área da piscicultura quer de bivalves.
EXPERIÊNCIA BEM-SUCEDIDA
O Instituto de Investigação das Pescas e do Mar – IPIMAR dispõe actualmente de uma estação-piloto de aquacultura em mar alto instalada no Sotavento, a duas milhas da ilha da Armona, na zona de Olhão. As experiências tiveram início há três anos, sendo actualmente são criadas diversas espécies de peixe, como sargo e dourada. A produção ronda as 60 toneladas por ano e irá atingir futuramente as 80. Uma parceria com privados permite a comercialização do peixe.
O trabalho desenvolvido pelo IPIMAR – cujos resultados se revelaram muito positivos – acabou por suscitar o interesse de privados, que avançaram com pedidos para a concessão de áreas do domínio público marítimo para instalações de jaulas oceânicas para a produção de peixe.
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