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Correio da Manhã

Portugal
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Pena máxima por matar inspector

O Tribunal de Marco de Canaveses aplicou ontem a pena máxima a José Augusto Ferreira Barbosa, condenado por ter assassinado o inspector da PJ João Melo, em Janeiro de 2001. A pena é o cúmulo jurídico de três condenações.
29 de Outubro de 2009 às 00:30
José Barbosa, acusado da morte de um PJ, ficou ontem a saber que vai passar 25 anos na cadeia
José Barbosa, acusado da morte de um PJ, ficou ontem a saber que vai passar 25 anos na cadeia FOTO: Alexandre Panda

O líder do chamado gang do Vale do Sousa tinha sido condenado a penas de 12, 19 e 20 anos, por vários crimes cometidos em Portugal e Espanha, que agora resultaram na pena de 25 anos de cadeia.

No país vizinho, José Barbosa foi condenado por tráfico de droga e posse de arma de guerra e em Portugal pelos crimes de homicídio, roubos, falsificação de documento e posse ilegal de arma.

"Estes 25 anos são um sinal, não apenas para si, mas para toda a sociedade. Os crimes que cometeu são de extrema gravidade e nenhuma outra pena seria suficiente", disse, no final da leitura do acórdão, a presidente do colectivo.

Em 2007, o Tribunal de Marco de Canaveses tinha condenado os outros dois arguidos a penas de cinco e 15 anos de cadeia, tendo o Supremo agravado em quatro anos a pena maior.

No julgamento ficou provado que José Barbosa foi o autor do disparo de metralhadora que matou o inspector da PJ durante uma emboscada em Carvalhosa.

O homicídio do operacional da PJ – João Melo, de 29 anos, natural de Bornes, Macedo de Cavaleiros – foi imputado pelo Ministério Público ao chamado gang do Vale do Sousa, que assaltava à mão armada viaturas de transporte de valores.

João Melo integrava uma equipa de combate ao banditismo da Polícia Judiciária do Porto e foi abatido com tiros de AK47 durante uma perseguição policial ao gang.

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