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Correio da Manhã

Portugal
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PENA REVOLTA VIÚVA

A mulher do cabo da GNR João José Silva, morto a tiro por um indivíduo de etnia cigana, em S. Luís, no concelho de Odemira, está revoltada com o facto de "o assassino” ter sido sentenciado em apenas 11 anos de prisão pelo Tribunal local.
21 de Março de 2003 às 00:00
"Não compreendo como é que o homem que matou o meu marido, sem razão, só apanha este tempo de cadeia", afirmou ao CM. "Daqui a quatro ou cinco anos o assassino vai estar cá fora, para gozar a vida, enquanto o meu João está debaixo de terra", adiantou.

O homicídio, perpetrado por Carlos Fernandes, ocorreu pelas 14h30 do dia 3 de Novembro de 2001, quando o militar, acompanhado de uma filha de quatro anos, estava a jogar às cartas na esplanada do café ‘Nascer do Sol’, que estava cheio. Nessa altura entraram no estabelecimento três indivíduos, entre os quais o homicida. Um amigo dele vinha, segundo testemunhas, a "fumar um cigarro de haxixe", facto que levou João Silva a abordá-lo de imediato, identificando-se com o cartão da GNR. Iniciada uma discussão, Carlos Fernandes, que se encontrava por trás do militar, tirou-lhe a pistola de serviço, de calibre 9 mm – que teria já sido empunhada pela vítima – e disparou um primeiro tiro, que acertou no chão.

João Silva dirigiu-se então à sua viatura, de onde retirou uma espingarda. Estava a meter um cartucho na arma quando foi atingido por dois disparos da sua própria pistola, desfechados por Carlos Fernandes, um dos quais o atingiu no pescoço e o outro num braço. A morte foi imediata.
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