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Correio da Manhã

Portugal
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Pena suspensa por perseguição a cirurgião plástico

A alternadeira acusada de perseguir um cirurgião plástico do Porto, após o fim do relacionamento amoroso de ambos, foi ontem condenada a uma pena suspensa de dois anos de prisão por perturbação da vida privada, injúria, difamação e danos. A juíza do tribunal de S. João Novo, no Porto, absolveu a arguida dos crimes de extorsão, ameaça e coacção agravada, de que também vinha acusada.

4 de Março de 2011 às 00:30
A arguida Sílvia Afonseca (à esq.)
A arguida Sílvia Afonseca (à esq.) FOTO: Alexandre Panda

A arguida, actualmente desempregada, não pode ainda aproximar-se ou contactar com o médico e a família dele. Terá de se inscrever no Centro de Emprego, fazer um tratamento psicológico e pagar 7 mil euros de indemnização ao médico e esposa.

O tribunal deu como provado que Sílvia Afonseca, de 32 anos, conheceu o médico, com 45, em 2007, na sua condição de acompanhante no estabelecimento Pérola Negra. Por cada encontro sexual cobrava entre 200 e 250 euros. Ambos passaram a ser um casal, apesar de ela não saber que o cirurgião era casado. Quando ele quis pôr fim ao relacionamento, a arguida começou a persegui-lo, à mulher dele e a duas familiares. "Fez dezenas de chamadas a qualquer hora do dia. Provocou o medo durante pelo menos um ano. Transformou a vida dele num inferno. Decidiu incomodar as familiares e a cônjugue dele. A culpa é muito elevada, porque agiu sempre com dolo directo", enumerou a juíza.

ALTERNADEIRA PERSEGUIÇÃO CIRURGIÃO EXTORSÃO
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