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Correio da Manhã

Portugal
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“Pensei que ia morrer”

"O Nilson avançou para mim com uma faca e fez o gesto como se me fosse apunhalar. Eu fechei os olhos e encolhi-me. Pensei que ia morrer”. Este foi um dos vários momentos de terror que Vasco Mendes, subgerente da agência do BES de Campolide, viveu durante as oito horas do violento assalto que, a 7 de Agosto do ano passado, só terminou com os tiros do Grupo de Operações Especiais da PSP.
26 de Maio de 2009 às 20:25
“Pensei que ia morrer”
“Pensei que ia morrer” FOTO: d.r.

O homem que, em conjunto com a gerente da agência, Ana Antunes,  ficou refém de Nilson Souza (morto pela PSP) e de Wellington Nazaré, contou ontem no tribunal da Boa-Hora, Lisboa, uma versão semelhante à da sua colega – as ameaças eram constantes e nenhum dos dois assaltantes manifestou vontade de se entregar às autoridades.

Tal como a colega, Vasco pediu para que Wellington fosse retirado da sala, por receio de ter de o encarar em tribunal. No final do depoimento, o subgerente confessou ao CM estar “muito aliviado” por ter prestado declarações.

Na sessão de ontem, foram também ouvidos  dois dos quatro  sequestrados que saíram do BES ao fim de 15 minutos de assalto – quando os dois brasileiros se fecharam com os  funcionários do banco na sala do cofre, perante a chegada de dois agentes da PSP. Um dos polícias contou ontem que, ao verem os reféns amarrados, ainda quiseram sair sem serem vistos, mas o rádio denunciou-os, levando os assaltantes a ficar só com Vasco e Ana.

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