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Correio da Manhã

Portugal

“Pensei que iam atirar-me ao rio”

Sempre a gritar e de arma apontada à minha cabeça, mandaram-me deitar no chão, e um deles disse para me colocar as algemas. Pensei que iam atirar-me ao rio." Artur Rodrigues, pescador, contou, ontem, ao coletivo de juízes do Tribunal de Gaia o terror que viveu na madrugada de 24 de dezembro de 2011, no Areinho, em Oliveira do Douro, às mãos de um grupo de homens armados, liderado por Edgar Sousa, agente da PSP da esquadra de Valadares – que está atualmente preso.

1 de Março de 2013 às 01:00

No início do julgamento, foi ainda ouvido outro pescador que identificou dois dos arguidos: António Miguel Moreira e Ricardo Silva. "Eles saíram do carro a gritar: ‘É a polícia, é a polícia'. Mostraram as armas e vi os casacos a dizer ‘Polícia'. Estava mesmo convencido de que eram da autoridade. Mas depois pisaram-me, revistaram-me e levaram-me dinheiro e uma ferradura que tinha no bolso", referiu o pescador Mário Silva.

Dos sete arguidos, apenas um prestou declarações e explicou como foi pensado o assalto à MC Clinic, no Porto, a 15 de março de 2012. "Eu trabalhava na clínica e vi que havia dinheiro na caixa. Liguei ao Edgar e disse que podiam ir lá assaltar. Ganhei cem euros", afirmou Lorranny Rodrigues, a única mulher do gang e que é familiar do agente da PSP.

O grupo é ainda suspeito de carjackings violentos junto à praia e de um assalto a uma ourivesaria em Ermesinde. Estão todos acusados de crimes de roubo qualificado. Rodrigo Alcântara responde por tentar matar um GNR, numa fuga na A29.

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