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Correio da Manhã

Portugal
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Perde mãe depois de pai morrer em assalto

Emanuel Estevinha, de 82 anos, morreu depois de ser vítima de roubo violento no hotel onde trabalhava. A morte do rececionista agravou a doença da mulher, que faleceu 15 dias depois.
26 de Fevereiro de 2014 às 19:11
Carlos Estevinha, filho de Emanuel, atribui a morte da mãe ao roubo violento que o pai sofreu
Carlos Estevinha, filho de Emanuel, atribui a morte da mãe ao roubo violento que o pai sofreu FOTO: Luís Costa

Os dois homens que assaltaram o hotel Afonso III, em Faro, em abril de 2013, começaram a ser julgados por roubo agravado. Durante o assalto, o rececionista, Emanuel Estevinha, de 82 anos e ex-jogador do Farense, foi agredido violentamente por um dos assaltantes para que desse o código do cofre. Morreu, vítima de ataque cardíaco. A família da vítima pede penas pesadas para os dois assaltantes.

"Eu já estava mais ou menos mentalizado com o que aconteceu com o meu pai, mas agora, com o julgamento, tenho de recordar tudo de novo e está a custar muito", descreveu ao CM Carlos Estevinha, filho da vítima. Além de ter perdido o pai, Carlos ficou também sem a mãe, Maria Esmeralda Estevinha, 77 anos, que morreu 15 dias depois do assalto. "Foi uma consequência do que aconteceu com o meu pai. Ela já tinha um problema no sistema imunitário e, quando ele morreu, piorou muito e acabou por falecer", recorda o filho.

O português Sandro Silva, de 22 anos, e o brasileiro Giuliano Costa, 33, assaltaram o hotel perto das 07h00, no dia 14 de abril. Faltava uma hora para Emanuel acabar o turno da noite, quando os assaltantes entraram no hotel, fazendo passar-se por clientes. Quando virou as costas para tratar do check-in, um dos homens agarrou-o e atirou-o ao chão, provocando um ferimento na cabeça. Fugiram com um cofre com 100 euros. Em duas semanas, a Polícia Judiciária conseguiu capturar os ladrões. Sandro Silva foi detido em Faro, e Giuliano em Vila Nova de Milfontes, no Alentejo. No julgamento, que decorreu esta segunda-feira no Tribunal de Faro, ambos disseram que a ideia do assalto tinha sido do outro, apesar de Giuliano ter admitido as agressões. O Ministério Público pede 12 anos para Sandro e 14 para Giuliano.

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