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Correio da Manhã

Portugal
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Perde pai em explosão e é preso com foguetes

Filho de Egas Sequeira, uma das oito vítimas da tragédia de 2017, apanhado pela PSP.
Miguel Curado 20 de Abril de 2019 às 01:30
Ação da PSP apanhou filho de Egas Sequeira, uma das vítimas da explosão
Tragédia em Avões, Lamego, roubou a vida a oito pessoas, em abril de 2017
Meios de socorro junto ao local das explosões
Acidente em pirotecnia de Lamego
Oito pessoas morreram na explosão da pirotecnia de Avões, em Lamego
Ação da PSP apanhou filho de Egas Sequeira, uma das vítimas da explosão
Tragédia em Avões, Lamego, roubou a vida a oito pessoas, em abril de 2017
Meios de socorro junto ao local das explosões
Acidente em pirotecnia de Lamego
Oito pessoas morreram na explosão da pirotecnia de Avões, em Lamego
Ação da PSP apanhou filho de Egas Sequeira, uma das vítimas da explosão
Tragédia em Avões, Lamego, roubou a vida a oito pessoas, em abril de 2017
Meios de socorro junto ao local das explosões
Acidente em pirotecnia de Lamego
Oito pessoas morreram na explosão da pirotecnia de Avões, em Lamego
Depois da trágica explosão de 4 de abril de 2017, em Avões, Lamego, na qual perdeu oito pessoas próximas (incluindo o pai, Egas Sequeira, dono da pirotecnia onde ocorreu o rebentamento), o filho deste empresário continuou o negócio.

Mas fê-lo ilegalmente, tornando-se suspeito de tráfico de material explosivo.

Queixas de outros colegas na zona, que denunciaram concorrência desleal, levaram a PSP a intervir. Tutelados pelo Ministério Público da Comarca do Porto-Este, agentes do Departamento de Armas e Explosivos iniciaram uma investigação que, ao fim de nove meses, permitiu prender em flagrante o filho de Egas Sequeira.

A operação Pyrotechnic realizou-se na quarta-feira, com oito mandados de busca nos concelhos de Lamego, Baião e Amarante. Foi recolhida prova que aponta para que o filho de Egas Sequeira atuasse sem licenciamento.

O empresário fornecia, com artigos pirotécnicos, festas e outros negócios em toda a zona Norte do País.

Nessa mesma operação de quarta-feira, a PSP apreendeu-lhe 1100 artigos de pirotecnia, material usado no lançamento de fogo de artifício, 3850 euros em numerário, diversa documentação e duas viaturas de mercadorias.

Além de ter sido constituído arguido pelos crimes de tráfico de material explosivo e posse de arma proibida, o filho de Egas Sequeira ficou sujeito a apresentações às autoridades.

Está ainda impedido de prosseguir a atividade profissional e de ter contacto com material pirotécnico.
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