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Correio da Manhã

Portugal
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“Perdemos tudo o que tínhamos”

Proprietários desesperados, empregados e moradores em choque, bombeiros feridos e labaredas que pareciam não ter fim. Na tarde de ontem, a zona industrial de Ribeirão, em Famalicão, foi palco de um cenário desolador - com duas empresas completamente destruídas.

20 de Agosto de 2012 às 01:00
Fogo deixou um rasto de destruição nas duas fábricas atingidas
Fogo deixou um rasto de destruição nas duas fábricas atingidas FOTO: Eduardo Martins

"Perdemos tudo o que tínhamos", foi a frase mais repetida por patrões e funcionários da confecção CM Borges e da fábrica de palmilhas Ferreira e Leite. O fogo, que iniciou cerca das 16h00, deixa em perigo 80 postos de trabalho. Os proprietários afirmam que todos os materiais e infra-estruturas têm seguro.

Enquanto assistia ao trabalho dos bombeiros, com as lágrimas a escorrerem pelo rosto, Leopoldina Silva contou o seu desespero ao Correio da Manhã. "As máquinas estão todas destruídas, não conseguimos trabalhar assim", disse a funcionária da empresa têxtil, muito abalada pela tragédia.

António Ribeiro, dono dafábrica de componentes de calçado, explicou ao CM como soube do fogo que lhe tirou o único meio de sustento. "Tinha tudo fechado há uma semana, quando entrámos em férias.Pelas 15h00, ligaram-me a dizer que estava tudo a arder. Não tenho explicação para isto", contou o homem, em choque.

As causas do fogo de grandes proporções – combatido pelos Bombeiros Famalicenses, da Trofa e Famalicão – ainda estão por apurar. No local, estiveram 40 homens e 14 viaturas. Três bombeiros, que sofreram indisposições, foram transportados ao hospital.

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