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Correio da Manhã

Portugal
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“Perdi dois filhos para a droga”

"A minha filha estava doente e morreu ao abandono. Quero saber o que se passou", exige Benvinda de Jesus Velhinho, 57 anos, que sexta-feira enterrou, no cemitério de Portimão, a filha, Mónica Rosa, 39 anos. O corpo foi encontrado no dia 22, em avançado estado de decomposição, no armazém de uma empresa da cidade.
27 de Novembro de 2011 às 01:00
Corpo de Mónica Rosa, de 39 anos, toxicodependente e mãe de três filhos já maiores de idade, foi encontrado nos armazéns desta empresa de Portimão
Corpo de Mónica Rosa, de 39 anos, toxicodependente e mãe de três filhos já maiores de idade, foi encontrado nos armazéns desta empresa de Portimão FOTO: Miguel Veterano Junior

Há 15 anos, Benvinda fez o mesmo com o filho, Aníbal, de 21 anos, vítima de uma overdose de heroína e cujo corpo foi encontrado num terreno junto ao quartel de bombeiros. "Perdi dois filhos para a droga", lamenta.

Para Benvinda, só resta "o desgosto" e a vontade de "saber a verdade". Garante que Mónica, divorciada, mãe de três filhas já maiores, toxicodependente com VIH e que não via desde Agosto, não teria acabado assim se tivesse ficado a morar com ela. "Foi viver com outras pessoas, tinha um namorado. Como é que ninguém deu por nada?", pergunta, referindo que a filha "já não levantou a última reforma" e "desde 26 de Outubro que não ia buscar metadona ao CAT - Centro de Apoio a Toxicodependentes".

A PSP esteve no local, mas a investigação passou para a PJ. O corpo foi autopsiado e não apresentava indícios de crime. A morte terá sido provocada por paragem cardiorrespiratória.

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