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Correio da Manhã

Portugal
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“Perdi tudo e também temi pela nossa vida”: Vítimas de incêndio de Tavira em 2012 lutam por indemnização

Habitantes atingidos pelo grande incêndio sabem em julho se vão ser indemnizados.
Tiago Griff 22 de Junho de 2019 às 01:30
Incêndio obrigou a que 351 pessoas fossem retiradas das habitações
Incêndio em Tavira
Incêndio em Tavira
O incêndio lavrou durante três dias nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel
Incêndio obrigou a que 351 pessoas fossem retiradas das habitações
Incêndio em Tavira
Incêndio em Tavira
O incêndio lavrou durante três dias nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel
Incêndio obrigou a que 351 pessoas fossem retiradas das habitações
Incêndio em Tavira
Incêndio em Tavira
O incêndio lavrou durante três dias nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel
"Estava em casa com a minha mulher - que tinha sofrido um aneurisma e estava muito doente - quando o incêndio começou. A GNR foi-nos buscar e levou-nos para Cachopo. Foi um pânico que nunca mais quero sentir. No final, perdi tudo e também temi pela nossa vida".

A declaração é de António Martins, um dos 205 habitantes de Cachopo, Tavira, que estão a lutar por uma indemnização pelos estragos causados pelo incêndio de 2012, que teve origem próximo do local onde a EDP construía um poste - que hoje serve de ligação entre as torres eólicas e a rede elétrica.

O julgamento cível movido contra a empresa do setor elétrico, que está a decorrer desde 7 de maio, no Tribunal de Tavira, tem prevista a leitura do acórdão marcada para 5 de julho, dia em que os lesados esperam que "seja feita justiça".

"90 por cento da produção de sobreiros foi destruída e nunca mais recuperou. Mas também arderam oliveiras, alfarrobeiras, colmeias... A produção da serra praticamente morreu", lamenta ainda António Martins.

Entre 18 e 22 de julho de 2012 arderam mais de 25 mil hectares de terrenos num incêndio que além de Tavira se estendeu ainda ao concelho vizinho de São Brás de Alportel.

PORMENORES
Combate durou cinco dias
Um total de 2750 operacionais, apoiados por 17 meios aéreos, estiveram no combate ao incêndio que durou cinco dias. 351 pessoas tiveram de ser retiradas das habitações, por precaução, devido à proximidade das chamas das habitações.

Sessão foi no local
A última sessão deste julgamento cível, a 12 de junho, teve lugar no local onde se suspeita que tenha começado o incêndio: o ‘poste 6’. O juiz ouviu várias testemunhas, tanto residentes como dois dos trabalhadores que estavam naquele local quando começou o fogo.
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