Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

Perícia a corpo da idosa não levanta "qualquer suspeita”

A perícia ao corpo da idosa que terá falecido em 2002 em casa, na Rinchoa, não levanta "qualquer suspeita quanto a situações mais problemáticas", informou este sábado Instituto de Medicina Legal, adiantando que ainda vão ser realizados "exames complementares".
12 de Fevereiro de 2011 às 12:36
Idosa que estava desaparecida desde 2002, na Rinchoa, afinal morreu em casa
Idosa que estava desaparecida desde 2002, na Rinchoa, afinal morreu em casa FOTO: Carlos Manuel Martins

"A perícia não levanta qualquer tipo de suspeita quanto a situações mais problemáticas", disse à agência Lusa o presidente do Instituto de Medicina Legal (IML), Duarte Nuno Vieira, recusando adiantar mais pormenores, já que o caso "se encontra em segredo de justiça".  

A responsável adiantou ainda que vão ser realizados "exames complementares", de antropologia forense, por exemplo.  

Na terça-feira foi encontrada dentro do seu apartamento uma idosa que estava desaparecida desde 2002, na Rinchoa, Sintra, depois das autoridades policiais terem arrombado a fechadura da habitação a pedido da nova proprietária que a tinha adquirido num leilão das finanças.  

Uma vizinha e familiares têm afirmado que tentaram durante anos que as autoridades arrombassem a fechadura do imóvel, dado o desaparecimento, o que nunca veio a acontecer.  

Entretanto, o Procurador-Geral da República ordenou a abertura de um inquérito para determinar com "celeridade e segurança" se a atuação do Ministério Público foi a "exigível e a adequada à situação".  

Também a Inspecção-Geral da Administração Interna anunciou ter aberto um processo administrativo para acompanhar o caso no que concerne "à intervenção dos agentes policiais".  

A administração fiscal vai reavaliar a responsabilidade pelas dívidas da idosa encontrada morta numa casa que foi vendida por penhora judicial, segundo fonte das Finanças.   

"Logo que a administração fiscal portuguesa tenha a data de morte fixada pelas autoridades competentes vamos avaliar a responsabilidade pelas dívidas"  da idosa, disse fonte da Direcção de Finanças de Lisboa.  

As autoridades admitem assim a nulidade da venda do apartamento já que podem vir a ser responsabilizados os herdeiros pelo atraso nos impostos. 

iml morta saúde rinchoa finanças morte morta impostos
Ver comentários