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Correio da Manhã

Portugal
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Perseguição da PSP fere polícias e bebé

Os três agentes já tinham sido chamados a travar dois tiroteios de gangs rivais no Seixal, pelas 21h15 de domingo. Um na Arrentela; logo a seguir na avenida Marcos Portugal, Amora. E, neste último, por entre a confusão, uma carrinha BMW escapou a alta velocidade com um grupo armado em direcção ao Seixal. Logo atrás, o carro-patrulha da Divisão da Torre da Marinha da PSP no seu encalço – até que se envolveu num acidente com quatro automóveis, provocando cinco feridos, entre eles um bebé que seguia de carro com a mãe.
17 de Novembro de 2009 às 00:30
Carro-patrulha ficou praticamente destruído no embate
Carro-patrulha ficou praticamente destruído no embate FOTO: Manuel Moreira

O combate à noite de violência na Margem Sul acabou assim em plena avenida Afonso Costa, também na Amora. A meio da perseguição, a condutora de um Opel Corsa não se apercebeu da marcha de urgência accionada pela PSP e virou à esquerda num cruzamento "sem assinalar a mudança de direcção", garante fonte policial.

O carro-patrulha bateu-lhe, o condutor da PSP perdeu o controlo, despistou-se e seguiu-se um autêntico rasto de destruição. Um poste de electricidade foi arrancado e caiu sobre o passeio. Mais três carros que estavam estacionados foram atingidos pelo carro-patrulha desgovernado. Resultado: os três agentes e a outra condutora tiveram de ser transferidos para o Hospital Garcia de Orta, em Almada – enquanto um bebé de meses, filho da condutora, foi assistido no local, encontrando-se bem.

As outras quatro vítimas sofreram escoriações na cabeça e nos membros, mas já tiveram alta. Enquanto isso, o grupo armado na carrinha BMW escapou. Ao que o CM apurou, durante o dia de ontem não foram feitas quaisquer detenções.

"NÃO SEI QUEM VAI PAGAR"

Rosa Neves soube da destruição do seu Ford Fiesta pelo telefone. Regressava do funeral do irmão quando recebeu o telefonema. "Disseram-me que o nosso carro se tinha envolvido num acidente e eu fiquei sem saber o que pensar, porque sabia que o tinha deixado estacionado", explica, incrédula. O carro da mulher de 57 anos foi um dos três apanhado pelo carro-patrulha da PSP desgovernado. "Está aqui um grande prejuízo. Já fui à esquadra e estou a tratar da coisas com o seguro. Ainda não sei quem vai pagar o prejuízo", lamenta. Os moradores ficaram em choque. "Quando ouvi o estrondo, vim à rua para saber o que se passava. Ainda tentei ajudar alguns dos feridos, porque vi que um dos agentes tinha um golpe na cabeça e deitava sangue por um ouvido", diz Bruno Reis. O empregado de mesa, de 33 anos, testemunhou o apoio às vítimas. "A criança de colo foi levada para a ambulância e a mãe, que estava em pior estado, foi levada ao hospital."

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