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Correio da Manhã

Portugal
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Pesca ilegal na Ria

A Polícia Marítima apreendeu, ontem de madrugada, 25 quilos de pescado a bordo de uma embarcação fiscalizada na Ria Formosa. O peixe – safio e moreia – foi vendido em hasta pública na lota de Olhão. Este ano, as autoridades marítimas já fiscalizaram na região algarvia 1611 barcos de pesca, dos quais cerca de 30% infringiam a lei: foram efectuados 454 processos de contra-ordenação.
14 de Dezembro de 2006 às 00:00
A Ria Formosa é alvo de constantes fiscalizações das autoridades
A Ria Formosa é alvo de constantes fiscalizações das autoridades FOTO: Raúl Coelho
Na acção de fiscalização foi ainda apreendido uma ganchorra de arrasto (arte ilegal na Ria Formosa) a outro barco, tendo os bivalves capturados sido devolvidos à ria. As autoridades identificaram os quatro tripulantes das duas embarcações fiscalizadas.
Os indivíduos não estavam licenciados para o tipo de captura que efectuavam – ganchorra e pesca de aparelho –, pelo que ficam sujeitos a uma coima que pode variar entre os 150 aos 5000 euros.
Os dois homens que se dedicavam à apanha de bivalves, ao aperceberem-se da presença das autoridades, ainda tentaram a fuga, mas sem sucesso.
As embarcações, ambas registadas em Faro e com cerca de seis metros, não foram apreendidas porque não estavam ilegais. Apenas as artes ficaram na posse da capitania. No caso da ganchorra, a arte apreendida será posteriormente destruída.
Também a Capitania de Portimão desenvolveu uma operação de fiscalização a embarcações de pesca desde as 19h00 de terça-feira até às 04h00 de ontem. Foram fiscalizadas três embarcações – uma de palangre (rede com anzóis) na Costa Vicentina e duas de armadilhas (covos e alcatruzes) entre Portimão e Lagos – não havendo qualquer ilegalidade a registar. Participaram na operação quatro agentes e o comandante do porto, Marques Pereira, deslocando-se numa lancha da Marinha.
PORMENORES
NAVEGAÇÃO
A Marinha efectuou este ano 1957 horas de navegação em acções de fiscalização entre Mértola e a ribeira de Odeceixe. Para além de barcos de pesca foram fiscalizadas 5247 de recreio de que resultaram 74 contra-ordenações.
INFORMADORES
O insucesso de muitas operações da Marinha deve-se a informadores localizados junto às marinas, que alertam os pescadores por telemóvel, quando as lanchas saem para o mar.
PESCADO
O pescado apreendido que ainda se encontra vivo é devolvido ao mar. O peixe morto destina-se à venda em lota ou, caso não seja comprado, é oferecido a instituições.
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