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Correio da Manhã

Portugal
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Pescador desportivo morre junto à Ria

O cadáver de um pescador desportivo foi, ontem, de manhã, resgatado das águas da Ria Formosa, na Praia dos Tesos, em frente à Fuseta, pela tripulação do salva-vidas em serviço no porto desta localidade.
29 de Agosto de 2007 às 00:00
Joaquim Teixeira pescava sozinho neste local quando desapareceu nas águas da Fuseta
Joaquim Teixeira pescava sozinho neste local quando desapareceu nas águas da Fuseta FOTO: Sandra Sousa Santos
A Autoridade Marítima iniciou investigações para apurar as causas do falecimento, esperando que a autópsia, a realizar no Gabinete Médico Legal de Faro (GMLF), possa ajudar a desvendar as causas do falecimento de Joaquim Orlando Pinheiro Teixeira, reformado, de 57 anos, residente na capital algarvia.
A vítima, cerca das 22h30, disse à família, em férias, como habitualmente, na Fuseta, onde tinha uma casa, que ia pescar sozinho para a praia, junto ao posto desactivado do Instituto de Socorros a Náufragos.
Como não regressava, a família, à 01h30, deu o alarme às autoridades, com o salva-vidas da Fuseta, com três tripulantes, a sair para o local para onde, supostamente, Joaquim Teixeira teria ido pescar.
“Andámos toda a noite a bater a zona, com a ajuda dos holofotes da embarcação, mas só de manhã, às 06h30, com a maré cheia, o corpo apareceu a boiar junto à praia”, contou ao CM, António Rolão, patrão do salva-vidas da Fuseta.
Uma equipa do INEM, Delegado de Saúde, Polícia Marítima e os Bombeiros Municipais de Olhão limitaram-se a confirmar o óbito e, posteriormente, a transportar o corpo para a morgue de Faro.
MORTE ENVOLTA EM MISTÉRIO
O facto de se encontrar a pescar sozinho levanta várias interrogações quanto ao que terá corrido mal na pescaria de Joaquim Teixeira. Sabe-se que era pescador desportivo há pouco tempo e que não saberia nadar. Não havia sinais de agressão e o corpo foi encontrado vestido, tendo nas calças uma carteira com dinheiro, telemóvel e as chaves do carro, o que coloca praticamente fora de questão uma morte violenta. Doença súbita, ou descuido, no entusiasmo da pescaria (a cana foi encontrada com um linguado preso na ponta), que poderá ter levado a vítima a entrar na água, que tem ‘fundões’ naquele local, o que poderá ter ocasionado a morte por afogamento.
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