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Correio da Manhã

Portugal
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Pescadores de Quarteira protestam

A concentração começou durante a noite e pode chegar a um total de 200 embarcações. Mobilizada pela Associação de Armadores de Pesca de Quarteira, uma autêntica 'armada pesqueira' vai percorrer, esta manhã de segunda-feira, a faixa costeira até Vilamoura, junto às praias, com o objectivo de alertar para a conclusão de uma obra prometida há cinco anos.
29 de Agosto de 2005 às 09:26
Os pescadores de Quarteira exigem a conclusão do projecto da nova lota, pela qual esperam há cinco anos, com prejuízos diários na sua actividade
Os pescadores de Quarteira exigem a conclusão do projecto da nova lota, pela qual esperam há cinco anos, com prejuízos diários na sua actividade FOTO: arquivo cm
A manifestação marítima está marcada para começar às 09h30. Hélder Rita, presidente da Associação de Armadores de Pesca de Quarteira, explicou à Rádio TSF que os pescadores daquela localidade algarvia estão a perder dinheiro há cinco anos por atraso na conclusão de uma obra prometida.
Em causa está a implementação da segunda fase da nova lota de Quarteira, atrasada em cinco anos. Durante este tempo, os pescadores de Quarteira têm feito a sua labuta em condições que consideram desadequadas, por falta de espaço - "é um barracão", diz Hélder Rita - e também por falta de condições. A lota tem apenas duas câmaras de gelo e uma delas está avariada há 3 meses.
Os pescadores vêem-se na contingência de vender peixe a preços quase simbólicos, para não terem de o deitar fora por falta de condições de armazenamento. "Estamos fartos de perder dinheiro", conclui Hélder Rita.
Depois de um protesto há cinco anos lhes ter valido a promessa da conclusão do projecto, os pescadores de Quarteira organizam esta segunda-feira nova manifestação no mar, para exigir o cumprimento da promessa esquecida.
A 'armada pesqueira' percorreu a faixa costeira entre Quarteira e Vilamoura, navegando próximo das praias, para exibir aos veraneantes as razões da sua insatisfação em visíveis bandeiras negras.
Em Vilamoura, os pescadores prometiam tentar fundear pelo menos 20 embarcações no ante-porto daquela 'marina de luxo'. De acordo com a Rádio TSF, os pescadores chegaram (já depois da hora desta notícia) ao ante-porto da Marina de Vilamoura mas não entraram na própria marina. Três embarcações da Marinha vigiaram de perto a acção dos pescadores e em terra estava um contingente destacado para o mesmo efeito com elementos da Polícia Marítima e da PSP. Os pescadores não desafiaram as autoridades e o protesto foi concluído de forma pacífica.
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