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Correio da Manhã

Portugal
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PJ defende separador nos táxis

A Polícia Judiciária (PJ) defende a instalação do separador de segurança nos táxis "com carácter de obrigatoriedade", considerando ser a melhor solução para proteger a vida e a integridade dos motoristas que constituem o "alvo preferencial dos deliquentes".
19 de Maio de 2006 às 10:21
Um documento da PJ, a que o 'Diário de Notícias' teve acesso, refere que "tendo em conta que os crimes de homicídio e/ou roubo de taxistas são de investigação complexa e de reduzida margem de sucesso, a prevenção constitui a melhor forma de inibir estes delitos".
A PJ considera que os sistemas de acompanhamento das viaturas à distância "não obstam à consumação de eventuais crimes", pelo que elege o separador como sendo "susceptível de proteger a vida, a integridade física do condutor, os valores patrimoniais por ele transportados e, se necessário, possibilitar a intervenção tempestiva das autoridades policiais".
Apesar da legislação sobre esta matéria estar a ser preparada pela Secretaria de Estado da Administração Interna, escreve o jornal, as opiniões divergem na aceitação deste tipo de sistema.
O dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU) Vítor Pereira defende, em declarações ao jornal, "que o separador deve ser obrigatório, porque, entre todos os sistemas disponíveis, é o mais eficaz".
Contudo, o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio de Almeida, considera que "o separador de segurança não é compatível com o tipo de viaturas existentes, porque sobra pouco espaço para os passageiros". O responsável defende por isso que o "GPS (sistema de localização por satélite) complementado com a videovigilância a bordo dos táxis será o melhor sistema, porque fica gravada a imagem das pessoas que cometeram o crime. Assim, mais cedo ou mais tarde, serão encontradas".
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